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O secretário-geral da Câmara Municipal de Lisboa, Alberto Laplaine Guimarães, foi esta terça-feira suspenso das suas funções pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, na sequência da investigação da Operação Lúmen, que apura indícios de corrupção passiva.

Em nota deixada pela Câmara Municipal de Lisboa, liderada por Carlos Moedas, pode-se ler que "não estando em causa o necessário e fundamental respeito pela presunção de inocência, a Câmara Municipal de Lisboa considera que neste momento todos os esforços de Alberto Laplaine Guimarães devem estar focados na sua defesa e nos esclarecimentos que a situação exige", assim confirmando que "deixou de exercer funções como Secretário-Geral da autarquia".

A autarquia também realça a dedicação ao serviço público de Laplaine Guimarães, que "desempenhou um papel de elevada competência no funcionamento dos serviços municipais e de profunda dedicação à cidade de Lisboa, tendo trabalhado diretamente com os presidentes Nuno Krus Abecasis, Jorge Sampaio, João Soares, António Costa, Fernando Medina e Carlos Moedas".

Além da suspensão imediata, o tribunal determinou que Laplaine Guimarães não pode contactar, por qualquer meio, os outros arguidos, Jorge Castro, Fernando Alves Rodrigues e Carla Salsinha, nem qualquer funcionário da câmara, nem frequentar as instalações da secretaria-geral da CML.

A presidente da União das Associações de Comércio e Serviços (UACS), Carla Salsinha, também viu suspensas as suas funções na entidade e está proibida de contactar os restantes arguidos ou qualquer membro da UACS, bem como de entrar nas instalações da organização.

Segundo o inquérito, desde pelo menos 2022, os procedimentos para assegurar as iluminações de Natal em Lisboa terão sido combinados num alegado esquema envolvendo Laplaine Guimarães, a UACS de Carla Salsinha e a empresa Castros Iluminações Festivas, gerida por Jorge Castro e onde também trabalha Fernando Alves Rodrigues. O caso está a ser investigado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional do Porto e pela Diretoria Norte da Polícia Judiciária.

As medidas de coação foram aplicadas aos quatro arguidos uma semana depois de terem sido detidos pela Polícia Judiciária e libertados provisoriamente.

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