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Em Portugal, tinham morrido no início do mês 680 pessoas acima do esperado para a época do ano, segundo dados da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge citados pelo Público.

De acordo com o The Guardian, morreram mais de 25.000 pessoas em Espanha, França e Alemanha e há especialistas que indicam que o número poderá aumentar significativamente quando forem conhecidos os dados de agosto.

Desde maio, a Europa tem sido atingida por temperaturas recorde. França registou a temperatura média nacional mais alta da história, enquanto a Alemanha bateu, no final de junho, recordes em três dias consecutivos. Já Espanha, registou máximas persistentes acima de 42ºC.

Entre os três países, a Alemanha é onde se registou o maior número de mortes relacionados ao calor entre 6 de abril e 9 de agosto. No final da semana passada, tinham morrido cerca de 14.000 pessoas, entre as quais 9.600 morreram entre 22 e 28 de junho.

Segundo o Instituto Robert Koch (RKI), agência de saúde pública, o anterior recorde era de 8.900 mortes em 2018, um número muito acima das menos de 2.000 mortes que, normalmente, se registam em verões normais.

Dados da EuroMOMO, a plataforma europeia de monitorização da mortalidade, indicam que entre 1 de maio e hoje, morreram 5.030 pessoas devido às altas temperaturas em Espanha.

Já em França, a agência nacional de saúde indicou que, entre o final de maior e 22 de julho, morreram 7.300 pessoas.

Em Itália, informações provisórias indicam que há 2.700 mortes a mais do que o normal entre 22 e 28 de junho. Especialistas esperam que o número total de mortes devido ao calor seja entre 5.000 e 8.000.

No Reino Unido, as ondas de calor de maio e junho provocaram 2.877 mortes, de acordo com a agência de segurança sanitária.

As autoridades belgas revelaram que dados provisórios indicaram um aumento de 39% da mortalidade entre 18 e 29 de junho, o que corresponde a 1.222 mortes em excesso. Já nos Países Baixos, morreram, pelo menos, 900 pessoas a mais do que o normal entre 22 de junho e 5 de julho.

Estima-se que tenham morrido 1.070 pessoas na Polónia em excesso durante a onda de calor do final de junho, enquanto as autoridades suíças indicam 220 mortes devido ao excesso de calor também no final do mês de junho.

No Luxemburgo, Grécia, Roménia, Bulgária e Dinamarca, morreram 40 pessoas em excesso em cada um dos países.

A Organização Mundial da Saúde indicou que a mortalidade relacionada com o calor aumento mais de 30% na Europa nos últimos 20 anos. Afirmou ainda que o número de mortes está a aumentar significativamente devido às alterações climáticas e ao envelhecimento da população.

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