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Álvaro Santos Almeida destacou que “o SNS tem reagido bem neste período, que é tradicionalmente difícil para os serviços de saúde em todo o mundo, não só em Portugal, pois coincide com um período de férias e de maior epidemia de gripe. Apesar do aumento da procura e dos tempos de espera elevados, estes têm estado em linha com o habitual. Já tivemos situações piores; há dois anos, os tempos de espera eram o dobro”.

Álvaro Santos Almeida sublinhou ainda que não se trata de um caos: “O SNS já está no nível de contingência. Naturalmente, estes planos nunca resolvem todos os problemas, mas permitem que o SNS e as suas unidades respondam a este aumento de pressão que resulta da atividade gripal”.

Atualmente, quase todas as unidades hospitalares ativaram os planos de contingência. Segundo o diretor-executivo, "11 unidades encontram-se no nível 3 (máximo), outras 11 no nível 2, mais 11 no nível 1, e quatro não necessitaram de medidas adicionais".

Questionado sobre o impacto do período de férias e o porquê de não se acautelar essa situação, o diretor explicou que “as urgências vivem de prestadores de serviço, no sentido de que precisamos deles porque os médicos do quadro não são suficientes para cobrir todas as escalas. Esses prestadores só trabalham se acharem interessante, por isso, em períodos como agosto ou estas semanas de festas, há menor disponibilidade, o que torna a gestão ainda mais complexa”.

Apesar destas limitações, Álvaro Santos Almeida insistiu que “o problema não é de recursos humanos, mas sim do espaço físico das urgências, que não está preparado para estes picos de procura”.

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