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“O Estado falhou aqui, falhou, mas corrigiu e está a corrigir”, afirmou o governante durante a audição no Parlamento, onde foi chamado a prestar esclarecimentos sobre os constrangimentos que afetaram a divulgação das notas dos exames.

Fernando Alexandre lembrou que já apresentou desculpas aos alunos e às famílias afetadas e assumiu responsabilidade política pelo processo. “Eu tenho as minhas responsabilidades, assumi-as sempre. A minha maior responsabilidade em todo este processo era levá-lo a bom porto”, afirmou.

O ministro garantiu que os casos em que os alunos foram prejudicados pelos problemas de digitalização estão a ser resolvidos e assegurou que os mecanismos criados permitiram acelerar a correção das situações identificadas.

Auditoria vai analisar falhas no processo

Fernando Alexandre confirmou ainda que será realizada uma auditoria para apurar o que correu mal durante o processo de digitalização e classificação dos exames nacionais.

O ministro admitiu, contudo, que algumas conclusões poderão não ser divulgadas publicamente, caso envolvam matérias consideradas confidenciais.

A auditoria deverá avaliar as diferentes fases do procedimento, incluindo a implementação do sistema, a distribuição das provas e os mecanismos de resposta adotados após os problemas detetados.

Sistema de distribuição de classificadores vai mudar

Além da auditoria, o ministro anunciou alterações no modelo de distribuição das provas pelos professores responsáveis pela classificação, que serão aplicadas já na segunda fase dos exames nacionais.

Fernando Alexandre considerou que o atual sistema “precisa de ser profundamente revisto”, reconhecendo que o processo revelou fragilidades e riscos que devem ser corrigidos.

Para o próximo ano letivo, o Governo prepara “um sistema completamente novo de afetação de classificadores”, com o objetivo de evitar atrasos quando um professor classificador deixa de conseguir cumprir os prazos previstos.

“Não podemos depender disso e não podemos andar depois de urgência, porque estamos a falar de um processo de milhões de respostas para corrigir”, explicou o ministro.

Segundo Fernando Alexandre, apenas nos exames do ensino secundário estiveram em causa cerca de dois milhões de respostas, evidenciando a dimensão do processo de classificação.

O ministro defendeu que a nova solução deverá garantir maior capacidade de resposta e reduzir o risco de falhas num procedimento considerado decisivo para milhares de estudantes no acesso ao ensino superior.

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