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De acordo com Nuno Melo, ministro da Defesa Nacional, o número ronda os 24 517, assinalando uma inversão da queda nos últimos anos. O governante considerou que a tendência é "notável" mas deve ser encarada "sem euforias", realçando que é necessário continuar a investir em medidas para que se mantenha.

Este número continua longe do objetivo legalmente estabelecido e da meta que Nuno Melo apontou há cerca de dois anos, de atingir os 32 mil efetivos em 2028, mas o ministro disse acreditar numa relação de causalidade entre estes números e as medidas tomadas pelo executivo PSD-CDS desde que tomou posse.

Dos três ramos das Forças Armadas, Nuno Melo salientou apenas uma queda nos efetivos da Marinha, que registou 6702 efetivos em 2024 e 6644 em 2025.

Tal deve-se ao facto dos outros dois ramos terem quartéis e bases espalhadas por todo o território nacional e a Marinha concentrar as principais oportunidades para a formação na Base Naval de Lisboa.

Durante esta audição, que durou cerca de três horas, Nuno Melo foi também questionado pelo deputado da IL, Miguel Rangel, sobre as parcelas dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em despesas militares reportados à NATO por Portugal.

Nuno Melo adiantou que os valores foram reportados seguindo os critérios da Aliança Atlântica, num total de 6118 milhões de euros.

Segundo o governante, estes valores dividem-se em 4114 milhões de euros "relativos à execução direta pelo Ministério da Defesa Nacional", 2004 milhões de euros "relativos à execução direta de outras áreas governativas diretamente conectadas com a Defesa", onde se destacam as associadas a pagamentos de pensões militares, "cerca de 60% dos Ministérios da Defesa Interna, dos Negócios Estrangeiros, das Infraestruturas e Habitação, entre outros".

Interrogado pelo PSD sobre o papel das Forças Armadas no combate aos incêndios, Nuno Melo afirmou que existem militares neste momento em nove municípios do país (Sertã, Proença-a-Nova, Vila de Rei, Figueiró dos Vinhos, Oleiros, Leiria, Pombal, Batalha e Marinha Grande) a limpar terrenos e a recolher madeira de forma a minimizar os riscos dos fogos florestais após o temporal, que deixou pelo território "muito material inflamável".

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