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Entre os desaparecidos estão três cidadãos portugueses — um homem e duas mulheres —, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros ao 24notícias. Inicialmente, tinha sido avançado que seriam quatro os portugueses desaparecidos, mas um dos homens foi entretanto encontrado "bem de saúde e em segurança", aparentemente longe do local da catástrofe, adiantou a mesma fonte ao Público.

De acordo com o The Guardian, há ainda turistas desaparecidos de origem de mais de 20 países, entre os quais a Índia, os Estados Unidos da América, a Austrália, o Reino Unido e o Canadá.

O serviço Geológico dos Estados Unidos confirmou a inundação foi provocada por “um colapso de um glaciar e um fluxo de detritos”, que tiveram “impactos catastróficos” num rio na fronteira Nepal-Tibete.

De acordo com a BBC, podem acontecer novas inundações. Um relatório do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas alerta para um “possível segundo evento de inundação, como resultado dos detritos que goram arrastados para os sistemas fluviais”.

O exército nepalês mobilizou dois mil militares para as operações de busca e salvamento por terra e ar. As tropas concentram-se nas áreas mais afetadas, incluindo distritos de Rasuwa e Nuwakot.

Segundo declarações do porta-voz do exército, Brigadeiro-General Rajaram Basnet, o exército resgatou, até ao momento, 97 pessoas presas nas inundações, das quais três eram trabalhadores no túnel do projeto hidrelétrico de Trishuli A.

A Organização das Nações Unidas (ONU) está a mobilizar pessoas e mantimentos para apoiar as comunidades afetadas pelas cheias. Numa publicação no X, o secretário-geral da ONU, António Guterres, mostrou-se "triste" com "as graves inundações no Nepal e na China, que ceifaram muitas vidas, deixaram pessoas desaparecidas e causaram destruição generalizada".

O governo português não vai enviar equipas de resgate, segundo declarações do secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, à Rádio Observador.

“Iremos acompanhar a situação e oportunamente veremos se temos condições para o fazer ou não. Mas para já não temos nada decidido”, afirmou Emídio Sousa.

A Índia enviou um primeiro avião com 10 toneladas de assistência humanitária, incluindo medicamentos. O ministro dos Negócios Estrangeiros indiano, Subrahmanyam Jaishankar, confirmou, através de um post no X, o envio de um segundo avião com 37,5 toneladas de assistência humanitária.

De acordo com o jornal nepalês The Himalayan, os Estados Unidos da América já anunciaram um apoio de 500.000 dólares (cerca de 429.000 euros) para as comunidades mais afetadas.

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