Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
O plano inicial previa um salão de cerca de 8.400 metros quadrados, destinado a acolher banquetes de Estado e grandes receções oficiais, com capacidade para 650 convidados, substituindo a Ala Leste da Casa Branca. Na altura, o custo estimado era de 200 milhões de dólares e Trump garantia que a obra seria financiada por si e por doadores privados, sem recurso a dinheiro dos contribuintes.
Desde então, porém, o projeto cresceu em dimensão, complexidade e custo. As versões mais recentes incluem um complexo subterrâneo de três pisos com abrigos antibomba, um hospital equipado com tecnologia de ponta, instalações militares classificadas e uma plataforma no topo do edifício para aterragem de drones. Trump passou também a justificar a obra não apenas como um espaço para eventos, mas como uma infraestrutura essencial para a segurança nacional, especialmente após a tentativa de assassinato ocorrida durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em abril.
O presidente afirma que o novo edifício será resistente a drones, protegido por vidro à prova de bala e até capaz de resistir a ataques com mísseis. Segundo Trump, foi a pedido dos serviços militares que a dimensão do projeto foi duplicada. O custo estimado também duplicou, passando dos 200 para os 400 milhões de dólares.
Apesar da promessa inicial de não recorrer a fundos públicos, legisladores republicanos procuraram obter verbas federais para medidas de segurança relacionadas com o novo complexo. Um pedido de mil milhões de dólares, que incluía 220 milhões especificamente associados ao salão, acabou rejeitado pelo Congresso. Entretanto, continua em discussão uma proposta de financiamento de 400 milhões de dólares para reforços de segurança ligados ao projeto.
A construção também tem gerado controvérsia jurídica. A organização National Trust for Historic Preservation avançou com uma ação judicial para travar as obras, argumentando que nenhum presidente pode demolir partes da Casa Branca sem a devida revisão legal e patrimonial. Embora um juiz tenha suspendido temporariamente a construção, a decisão foi posteriormente revertida em recurso, permitindo que os trabalhos continuassem até nova audiência.
Historiadores observam que esta é a alteração mais profunda à Casa Branca em mais de sete décadas. Embora presidentes anteriores tenham realizado grandes remodelações, como a reconstrução liderada por Harry S. Truman nos anos 1940 e 1950, essas intervenções foram motivadas por problemas estruturais graves no edifício, lembra a BBC. O projeto de Trump, pelo contrário, representa uma expansão sem precedentes do complexo presidencial e continua a suscitar debate sobre custos, legalidade e necessidade.
___
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários