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Várias pessoas manifestaram-se no sábado junto à Casa Branca, em Washington, D.C., para condenar os ataques dos Estados Unidos ao Irão e alertar para o risco de um novo conflito no Médio Oriente.

Os protestos reuniram dezenas de participantes com cartazes onde se lia “Parem a guerra no Irão!” e “Não a uma nova guerra dos EUA no Médio Oriente” , além de bandeiras palestinianas e uma grande faixa com o preâmbulo da Constituição norte-americana.

Fatemeh, cidadã luso-iraniana nascida nos Estados Unidos que participou na manifestação com os três filhos e a mãe, afirmou que os ataques não refletem a vontade da população.
“Como iraniana nascida na América, estou de luto neste momento pelas crianças que foram bombardeadas por forças israelitas e norte-americanas no Irão”, disse à CNN, sem querer divulgar o apelido. Autoridades iranianas indicaram que dezenas de estudantes terão morrido num ataque a uma escola feminina.

Também estudantes marcaram presença. Gustave Kerndt, da American University, defendeu uma solução diplomática, criticando o que classificou como “bombardeamentos indiscriminados” numa altura em que a administração de Donald Trump mantinha contactos de paz com Teerão. Para o estudante, esta não é a forma como os Estados Unidos “devem conduzir a diplomacia”.

Manifestações semelhantes ocorreram em Nova Iorque, onde os participantes entoaram palavras de ordem contra a guerra e exibiram cartazes com mensagens como “Parem a Guerra no Irão” e críticas diretas ao presidente norte-americano.

Já em Los Angeles, registaram-se reações de sentido contrário. Mike Kazerouni, advogado nascido no Irão, mostrou-se satisfeito com os ataques, afirmando que muitos iranianos desejam uma mudança de regime.
“Quando foi a última vez que viu pessoas em Israel e no Irão a dançar nas ruas de entusiasmo?”, questionou, defendendo que há setores da população iraniana que veem a intervenção externa como uma oportunidade política.

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