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Israel anunciou ter morto, no sábado, um alto dirigente do Hamas num ataque a um veículo na Cidade de Gaza. Segundo um comunicado conjunto das Forças de Defesa de Israel e do serviço de segurança Shin Bet, o alvo foi Raed Saad, responsável pela produção de armamento do braço militar do Hamas, as Brigadas al-Qassam.

Raed Saad era considerado um dos comandantes mais importantes do Hamas em Gaza e terá liderado várias brigadas durante os ataques de 7 de Outubro de 2023 contra comunidades israelitas a leste da Cidade de Gaza. Israel afirma que ele foi responsável pela morte de muitos soldados israelitas, através do uso de engenhos explosivos.

A Protecção Civil controlada pelo Hamas indicou que quatro pessoas morreram no ataque e que vários transeuntes ficaram feridos. A BBC refere que não consegue verificar de forma independente os detalhes do incidente, devido às restrições impostas por Israel ao acesso de jornalistas a Gaza.

Saad fazia alegadamente parte de um novo conselho militar de cinco membros criado após a entrada em vigor de um cessar-fogo em Outubro. Israel tentou eliminá-lo várias vezes ao longo de mais de duas décadas, incluindo numa operação em Março de 2024, da qual terá escapado por pouco.

O ataque ocorreu no lado palestiniano da chamada “Linha Amarela”, que divide Gaza desde o cessar-fogo mediado pelos EUA a 10 de Outubro. Israel controla a área a leste dessa linha, que corresponde a pouco mais de metade do território.

A primeira fase do plano de paz de 20 pontos do presidente dos EUA, Donald Trump, previa a devolução de todos os reféns vivos e mortos capturados pelo Hamas em Outubro de 2023. Cerca de 1.200 pessoas morreram nesse ataque e mais de 250 foram feitas reféns. Todos foram devolvidos, à excepção dos restos mortais de um polícia israelita.

Desde então, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mais de 70 mil palestinianos terão sido mortos por ações militares israelitas.

A atenção diplomática está agora centrada na segunda fase do plano de Trump, que prevê o desarmamento do Hamas, a “desradicalização” e reconstrução de Gaza, uma administração palestiniana tecnocrática temporária, segurança garantida por uma força internacional e, a prazo, o regresso de uma Autoridade Palestiniana reformada, com retirada das forças israelitas.

Dois soldados norte-americanos e um intérprete morreram num ataque em Palmira, na Síria, anunciou o Pentágono. O ataque ocorreu durante uma operação contra-terrorista dirigida contra um líder do autoproclamado Estado Islâmico. Três outras pessoas ficaram feridas e o caso está a ser investigado. O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que o autor do ataque foi entretanto morto por aliados dos Estados Unidos, usando uma linguagem ameaçadora e prometendo represálias contra quem ataque norte-americanos.

No Líbano, o líder do Hezbollah, Naim Kassem, garantiu que o grupo nunca se irá desarmar, mesmo perante uma guerra em larga escala, acusando Israel e os EUA de quererem destruir o Líbano.

As forças armadas israelitas ordenaram a evacuação urgente da aldeia de Yanuh, no sul do Líbano, antecipando um ataque iminente contra infraestruturas militares do Hezbollah.

Na Cisjordânia ocupada, dezenas de palestinianos da aldeia de Atouf receberam ordens de despejo para permitir a construção de uma nova estrada militar israelita, que dividirá o território palestiniano e poderá abrir caminho a um novo colonato israelita, considerado ilegal pelo direito internacional. Advogados locais já recorreram aos tribunais israelitas, embora com baixas expectativas de sucesso.

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