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Na nota enviada às redações, alertou para um contexto internacional e económico particularmente difícil, referindo que este Dia do Trabalhador “encontra-nos num tempo de muitas inquietações”, marcado por guerras na Europa e noutras regiões, pela desaceleração económica e pelo aumento do custo de vida. Destacou em especial o impacto da inflação, afirmando que “a inflação corrói o salário antes de ele chegar ao fim do mês”, reduzindo o poder de compra das famílias.

O Presidente chamou também a atenção para as transformações profundas no mundo laboral, sublinhando que “a inteligência artificial e a robótica estão a transformar o mundo do trabalho a uma velocidade que nenhuma geração anterior conheceu”. Paralelamente, criticou a persistência da precariedade, lamentando que “se instalou em demasiados contratos, em demasiadas vidas, como se fosse uma inevitabilidade”.

Ainda assim, defendeu que estes problemas não são estruturais nem inevitáveis, afirmando de forma clara que “a precariedade não é uma lei da natureza” e que o trabalho deve garantir condições de vida dignas, sublinhando que “o trabalho tem de compensar – tem de pagar a renda, a alimentação e o futuro dos filhos”.

O Chefe de Estado recuperou também uma leitura histórica do 1.º de Maio, lembrando que os trabalhadores já enfrentaram crises no passado e que a resposta nunca foi a resignação, mas sim a organização e a luta por direitos. Nesse sentido, afirmou que “a resposta nunca foi a resignação – foi a organização, a exigência e a luta por direitos”, acrescentando que foi essa ação coletiva que permitiu “construir as sociedades mais justas que conhecemos”.

No plano político, deixou uma mensagem de responsabilidade, defendendo que “as decisões políticas podem moldar os resultados”, seja na regulação da tecnologia, na proteção laboral ou na distribuição dos seus benefícios.

Por fim, dirigiu-se diretamente aos trabalhadores portugueses, em Portugal e na diáspora, garantindo o compromisso da Presidência da República com as suas preocupações: “esta Presidência nunca estará indiferente às vossas causas”, afirmou, acrescentando ainda que “nunca aceitarei em silêncio que quem trabalha não consiga viver com dignidade”. Concluiu desejando  “bom 1.º de Maio.”

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