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A posição foi assumida durante um almoço com autarcas, em São Bartolomeu de Messines, onde André Ventura afirma ter “ponderado muito” a decisão e mantido contactos com responsáveis autárquicos. Segundo o líder do Chega, Portugal vive um “momento decisivo na democracia”, mas a prioridade deve ser “pôr as pessoas acima de qualquer cálculo político”.

“Um político tem de responder e reagir ao que está a acontecer e perceber as prioridades. O que noto é que a última preocupação das pessoas são as eleições e votos”, afirmou. Para André Ventura, “não é injusto nem desproporcional dizer que grande parte do país está em calamidade, estamos a atingir proporções de necessidades brutais e não temos capacidade de ter eleições marcadas neste contexto”.

O candidato alertou ainda para dificuldades logísticas em várias zonas do território. “Há muitas zonas do país onde não vai ser possível votar”, afirmou, defendendo que o adiamento das eleições seria uma questão de equidade democrática. “Que sentido faz votar nuns sítios e não noutros?”, questionou.

André Ventura disse que irá apresentar a proposta a António José Seguro, ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e aos poderes municipais, sugerindo que as eleições sejam adiadas pelo menos uma semana. “Ninguém está com cabeça para votos”, reiterou.

No entanto, à luz da lei eleitoral em vigor, não está previsto o adiamento global das eleições presidenciais por iniciativa política ou partidária. De acordo com o artigo 81.º, essa decisão cabe aos presidentes de câmara, no território continental, ou aos representantes da República, nas regiões autónomas, podendo a votação nesses locais ser transferida para o domingo seguinte. Como aconteceu no caso da localidade de Alcácer do Sal, que adiou eleições para dia 15 de fevereiro.

Trata-se, segundo a Comissão Nacional de Eleições (CNE), de uma norma de carácter preventivo, destinada a responder a cenários extremos, não estando prevista a suspensão ou o adiamento generalizado do ato eleitoral.

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