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“As nossas forças atravessaram o Litani e avançaram em direção a posições dominantes. Estamos também a operar em Beirute e no Vale do Bekaa, ao longo de toda a frente, e estamos a infligir duros golpes ao Hezbollah”, declarou Benjamin Netanyahu durante uma visita às tropas posicionadas no Líbano.

Netanyahu e o comando das forças armadas declaram nos últimos dias que o exército estava a intensificar as operações no Líbano, em resposta a ataques aéreos do grupo xiita Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor.

Na terça-feira, o exército israelita instou os habitantes do sul do Líbano a deslocarem-se para norte do rio Zahrani e demarcou 18% do território libanês entre a fronteira e esta nova linha divisória como “zona de combate”.

Com este anúncio, a área de operações contra o grupo xiita apoiado pelo Irão foi estendida do anterior limite, demarcado pela “linha amarela” no rio Litani, para o rio Zahrani, a cerca de 40 quilómetros da fronteira entre os dois países.

O chefe do exército israelita, Eyal Zamir, afirmou que as tropas estão a obter progressos, durante uma visita à 210.ª Divisão das Forças Armadas, durante a qual elogiou um “trabalho extraordinário face a desafios complexos” no país vizinho.

“Estão a agir com criatividade, iniciativa e responsabilidade, o que inclui operar em novas áreas para continuar a pressionar o inimigo e a destruir as suas capacidades”, relatou em comunicado.

O comandante militar salientou que o objetivo é “danificar sistematicamente” a organização político-militar xiita libanesa Hezbollah e avisou que “não há espaço para imunidade” para os seus elementos em qualquer lugar do país.

“A ‘linha amarela’ não nos limita. Se identificarmos uma ameaça, vamos eliminá-la. Se houver necessidade operacional de manobrar, vamos fazê-lo, e qualquer dano ao Hezbollah é também um dano ao eixo iraniano“, afirmou.

Zamir disse que as tropas israelitas estão preparadas para qualquer desenvolvimento,”, ao mesmo tempo que “estão a ser investidos no Comando Norte” recursos para esta ofensiva, referindo ainda que o exército usará “liberdade operacional enquanto for necessário para eliminar as ameaças existentes”.

Reafirmando o objetivo de “eliminar completamente a ameaça representada pelo Hezbollah e defender as comunidades no norte de Israel”, Eyal Zamir destacou “danos sem precedentes” no Hezbollah, apontando “mais de 7.500 terroristas eliminados desde o início da guerra” contra o grupo xiita, dos quais 2.500 nos últimos três meses.

No último mês, Hezbollah e Israel têm continuado os ataques aéreos e confrontos terrestres no sul do Líbano.

A trégua acordada entre Israel e o Governo libanês, em vigor desde 17 de abril, não é reconhecida pelo grupo xiita apoiado pelo Irão, tal como as negociações de paz israelo-libanesas em curso, com o patrocínio dos Estados Unidos.

As negociações de paz estão ligadas às conversações indiretas entre Estados Unidos e Irão sobre o conflito iniciado em 28 de fevereiro pela ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica.

Teerão tem exigido reiteradamente que a cessação das hostilidades deve abranger todo o Médio Oriente, incluindo o Líbano, enquanto Israel afirma que não se vai deter enquanto o Hezbollah não for desarmado e neutralizado.

O país foi arrastado pelas milícias xiitas libanesas para a nova guerra na região ao reatarem, no início de março, ataques aéreos contra o território israelita.

Israel respondeu com bombardeamentos intensivos e expandiu as posições militares que já mantinha no sul do país vizinho durante o conflito anterior.

Desde 2 de março, pelo menos 3.270 pessoas morreram e mais de 9.800 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde libanês, em resultado dos ataques israelitas, que provocaram também acima de um milhão de deslocados.

As partes tinham estado em confronto no seguimento da guerra de Faixa de Gaza, entre outubro de 2023 e novembro de 2024, data de um cessar-fogo nunca verdadeiramente respeitado e que foi interrompido com o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irão.

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