Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Netanyahu afirmou na terça-feira passada que a história lembrará Albanese “pelo que é: um político fraco”. A crítica surge na sequência da decisão do governo australiano de reconhecer oficialmente o Estado palestiniano, juntando-se ao Reino Unido, França e Canadá.

A crise diplomática agravou-se na segunda-feira, quando Camberra impediu a entrada no país de Simcha Rothman, um político da ala mais à direita da coligação de Netanyahu, que deveria participar em eventos organizados pela Associação Judaica Australiana. Em resposta, Israel anunciou que iria rever os pedidos de visto de representantes australianos junto da Autoridade Palestiniana.

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui

O ministro australiano da Imigração, Tony Burke, rejeitou as críticas de Netanyahu, acusando-o de “descarregar frustrações” e sublinhou que a decisão de negar o visto a Rothman visou travar discursos de ódio. “Força não se mede por quantas pessoas se consegue matar de fome ou fazer explodir”, declarou Burke à televisão ABC.

Anthony Albanese, por sua vez, procurou desvalorizar os ataques verbais, e assegurou que não leva “as coisas a nível pessoal” e que se mantém fiel a uma postura de respeito e diplomacia no diálogo com outros líderes.

No próprio campo político israelita, as palavras de Netanyahu não foram consensuais. O líder da oposição, Yair Lapid, classificou as declarações como um “presente” para Albanese, e frisou que, no Ocidente democrático, um confronto com Netanyahu apenas reforça a imagem dos seus adversários.

As tensões surgem num momento em que o conflito em Gaza continua a escalar. De acordo com o ministério da Saúde controlado pelo Hamas, mais de 62 mil pessoas morreram desde 7 de outubro, na sequência da ofensiva israelita que respondeu ao ataque do grupo islamita, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 raptadas.