A Autoridade Portuária e de Transporte Marítimo da Líbia informou ter recebido um pedido de socorro do navio Artic Metagaz, que relatava explosões repentinas seguidas de um "incêndio maciço", culminando no naufrágio total da embarcação. As causas do incidente não foram divulgadas.
O centro líbio de busca e salvamento confirmou o resgate com sucesso dos 30 tripulantes, todos em bom estado de saúde, numa operação realizada em cooperação com as autoridades marítimas de Malta.
O naufrágio ocorreu a cerca de 130 milhas náuticas (240 quilómetros) a norte do porto de Sirte, quando o navio seguia viagem entre Murmansk, no norte da Rússia, e Port Said, no Egito.
O Artic Metagaz integra a lista de quase 600 embarcações sancionadas pela União Europeia, alvo de proibição de acesso a portos europeus e de restrições a serviços associados ao transporte marítimo, por suspeitas de serem utilizadas para contornar sanções internacionais impostas a Moscovo.
A Rússia tem recorrido a uma frota paralela de navios antigos e de propriedade pouco transparente para manter as exportações energéticas, apesar das sanções adotadas após a invasão da Ucrânia, em 2022. Bruxelas e países parceiros do G7, bem como Estados nórdicos e bálticos, têm reforçado a vigilância e a inclusão destes navios em listas negras, com o objetivo de limitar o financiamento do esforço de guerra russo.
No início da semana, a Bélgica anunciou a interceção de um petroleiro da frota fantasma no Mar do Norte, que foi escoltado até ao porto de Zeebrugge para apreensão, numa operação coordenada com parceiros europeus.
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