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De acordo com a publicação "Estatísticas dos partos" do INE, a região Norte foi responsável por quase metade do aumento nacional, contribuindo com 1,8 pontos percentuais para a subida global de 3,7%. O número de partos aumentou em todas as regiões do país, com exceção da Região Autónoma da Madeira, onde se registou uma diminuição de 3,3%.
O INE destaca ainda o aumento da proporção de partos de mães de nacionalidade estrangeira, que passou de 26,3% em 2024 para 28,8% em 2025. As mães estrangeiras residem sobretudo em municípios do Algarve e da Grande Lisboa. Entre as nacionalidades mais representadas, o Brasil manteve-se em destaque, representando 10,5% do total de partos registados em 2025.
Do total de partos ocorridos em 2025, 99,7% corresponderam a mães residentes em Portugal e 0,3% a mães residentes no estrangeiro, proporções semelhantes às verificadas nos dois anos anteriores.
Regionalmente, o maior número de partos de mulheres residentes no país ocorreu na região Norte (29,8%) e na Grande Lisboa (25,6%), seguindo-se a região Centro (13,7%), a Península de Setúbal (9,7%) e o Oeste e Vale do Tejo (7,7%).
Os dados evidenciam também o envelhecimento da maternidade nas últimas duas décadas. Entre 2003 e 2025, a proporção de partos de mães com 35 ou mais anos aumentou de 17,2% para 32,0%.
Nos partos gemelares (com dois ou mais nascimentos), 40,4% ocorreram em mães com 35 ou mais anos, enquanto nos partos simples a proporção foi de 31,9%. Em 92,5% dos partos simples, a gravidez teve uma duração superior a 37 semanas. Já nos partos gemelares, essa proporção foi de 37,9%, tendo 52,6% das gravidezes durado entre 32 e 36 semanas.
O INE assinala ainda o aumento da proporção de partos distócicos realizados em hospitais, incluindo intervenções instrumentais e cesarianas. Desde 2009, este tipo de partos representa mais de metade dos partos hospitalares. Em particular, a percentagem de cesarianas aumentou de 27,1% em 1999 para 38,6% em 2024.
Em 2024, 98,5% dos partos ocorreram em estabelecimentos hospitalares, 1% no domicílio da parturiente e os restantes 0,5% noutros locais. A quase totalidade dos partos (99%) foi assistida por médico (72,3%) ou enfermeira parteira (26,7%).
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