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Milhares de manifestantes saíram às ruas de Genebra, na Suíça, para participar numa manifestação contra o G7, num protesto que reuniu diversas causas, desde a greve feminista à defesa da população de Gaza, passando pela contestação às políticas das principais potências mundiais.

Embora não tenham sido divulgados números oficiais, os organizadores estimam que entre 20 mil e 25 mil pessoas tenham participado na marcha, uma das maiores mobilizações registadas na cidade nos últimos anos.

A manifestação, sob o lema “Não ao G7”, decorreu globalmente sem incidentes graves, mas registaram-se alguns confrontos pontuais entre manifestantes e forças de segurança, revela o Le Monde.

Segundo relatos no local, grupos vestidos de negro, semelhantes aos chamados black blocs, resistiram às ordens policiais e mantiveram-se na linha da frente dos confrontos.

Durante os protestos, um carro foi incendiado e a fachada de uma agência do Banque du Léman sofreu danos materiais. As autoridades mantiveram um forte dispositivo de segurança em toda a cidade, receando incidentes durante a dispersão dos manifestantes, sobretudo devido à presença de grupos autónomos mais radicais.

Em paralelo com a manifestação em Genebra, a organização não-governamental Oxfam promoveu uma ação simbólica em Évian-les-Bains, em França, a poucos quilómetros da fronteira suíça. A ONG exibiu a  tradicionais “cabeças gigantes” caricaturando os líderes presentes na cimeira do G7, numa crítica às políticas dos países mais industrializados.

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