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A entrada no porto foi acompanhada por uma lancha portuária e por um rebocador, responsáveis pelas manobras de ancoragem. O navio não atracou, numa medida destinada a evitar qualquer risco de contaminação em terra.

Os 14 cidadãos espanhóis que seguiam a bordo já desembarcaram, tendo sido transportados em duas lanchas até ao porto, em dois grupos de sete pessoas, avança a RTVE. Nas imagens disponíveis, os passageiros surgem protegidos com capas de plástico e máscara.

Após o desembarque, os passageiros entraram em autocarros, que os levaram ao aeroporto de Tenerife Sul. A partir daí, seguiram para Madrid, onde serão internados no Hospital Gómez Ulla, para cumprimento de quarentena.

A O avião que transporta os seis passageiros canadianos também descolou de Tenerife às 13h45, depois de lhes ter sido medida a temperatura à chegada à pista do aeroporto. Também os passageiros franceses já partiram para o país de origem. Durante a tarde está prevista a saída dos passageiros turcos, holandeses e norte-americanos.

Segundo as autoridades, já se encontram em Tenerife quase todos os aviões destinados ao repatriamento dos passageiros, estando a chegada de duas aeronaves prevista ainda para este domingo.

O desembarque continua a decorrer em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla, sem qualquer contacto com a população local, sendo o transporte assegurado por autocarros militares ao aeroporto, localizado a cerca de 10 quilómetros.

A operação poderá prolongar-se até segunda-feira, situação que motivou críticas do Governo das Canárias, que defendia que o processo deveria estar concluído em 12 horas, até ao final do dia de domingo.

A entrada do navio em Granadilla foi autorizada pela Direção-Geral da Marinha Mercante, após a oposição inicial do Governo regional e da Autoridade Portuária de Tenerife. A decisão foi justificada com o risco para a segurança marítima e com a necessidade de assistência médica a bordo.

O percurso entre o porto e o aeroporto encontra-se isolado, segundo a imprensa espanhola. As autoridades indicam ainda que passageiros e tripulantes só abandonam o navio quando o avião de repatriamento está pronto para descolar, sendo encaminhados diretamente para a pista.

Mais de 100 passageiros deverão ser repatriados a partir do aeroporto da ilha, em voos organizados por vários países e pela União Europeia. Após o desembarque, cada grupo será encaminhado diretamente para o respetivo avião.

A bordo deverão permanecer 43 membros da tripulação, que seguirão viagem na segunda-feira até aos Países Baixos, país onde está registado o navio.

A Organização Mundial da Saúde (Organização Mundial da Saúde) classificou todas as pessoas a bordo como “contactos de alto risco”, recomendando um acompanhamento durante 42 dias.

A OMS confirmou seis casos de hantavírus associados ao cruzeiro, onde foram registadas três mortes, sublinhando que o risco atual para a saúde pública permanece “baixo”.

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