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Uma década depois de abrir portas na Rua do Comércio, em plena Baixa lisboeta, o Museu do Dinheiro transforma-se em palco de um programa comemorativo que mistura saber, espetáculo e participação, num convite dirigido tanto a especialistas como a famílias com crianças a partir dos seis anos.
Inaugurado em 2016 sob a tutela do Banco de Portugal, o museu nasceu com uma missão incomum: usar o dinheiro não como fim, mas como "ponto de partida para refletir sobre a economia e a vida em sociedade".
As comemorações arrancam na manhã de sábado, 18 de abril, com as "Breves Olhares", micro-visitas de dez minutos em que a equipa do museu apresenta objetos e histórias da coleção. O formato, repetido ao longo dos dois dias em vários horários, funciona como porta de entrada para quem passa e tem curiosidade mas não se quer comprometer com uma visita longa.
Para os mais curiosos, o numismata (colecionador de moedas) João Pedro Vieira conduz, nos dois dias, a visita temática "Fake!", uma imersão de 90 minutos no universo da contrafação monetária, das antigas falsificações de moedas gregas às sofisticadas notas falsas dos séculos XIX e XX. A sessão exige marcação prévia e é dirigida a adultos e jovens com mais de 14 anos.
Também com marcação prévia, a oficina para famílias "Casa da Sorte" propõe às crianças maiores de oito anos, acompanhadas por um adulto, uma exploração lúdica do espaço com noventa minutos de duração.
O teatro ocupa um lugar de destaque no programa. Luís Godinho, criador e intérprete, traz a cena "Os Bichos", espetáculo de 30 minutos para todos os públicos a partir dos oito anos. Mas é na série "Quem é Quem?" que o programa ganha um sabor mais particular: dois espectáculos de teatro documental sobre personagens histórias ligadas ao dinheiro, A Noiva, interpretada por Godinho e Leonor Cabral, e D. Áurea, com Ana Freitas, que sobe à cena no domingo às 16h00.
O "Gabinete de Curiosidades", disponível nos dois dias a partir das 15h00, revela objetos inesperados da coleção do museu, peças que, à primeira vista, nada parecem ter a ver com dinheiro, mas que escondem histórias surpreendentes sobre economia, poder e cultura material. A entrada não requer marcação e está aberta a todos a partir dos seis anos.
As celebrações encerram no domingo, às 17h00, com a equipa do museu a convidar o público a cantar os parabéns, com bolo incluído.
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