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A análise, desenvolvida pelo Gabinete de Estudos de Marketing para Desporto do IPAM, estima que a competição possa representar o maior impacto económico alguma vez registado em Portugal associado a um evento desportivo que o país não organiza.
Segundo o estudo, o impacto económico poderá atingir 378 milhões de euros caso Portugal fique pela fase de grupos. Se a seleção alcançar os oitavos de final, o valor poderá subir para 561 milhões de euros. Num cenário de conquista do título mundial, o impacto estimado ascende a 945 milhões de euros.
O IPAM atribui este potencial crescimento a quatro fatores principais: o aumento do poder de compra, a realização da competição nos Estados Unidos, Canadá e México, o alargamento do torneio para 48 seleções e 104 jogos e o peso crescente da economia digital.
“Portugal não precisa de organizar o Mundial para gerar impacto económico relevante. O que este estudo demonstra é que o valor do futebol deixou de estar concentrado no estádio ou no país anfitrião. Hoje, o impacto é criado através do consumo, da atenção, da interação digital e da capacidade dos adeptos amplificarem o evento”, afirma Daniel Sá, diretor executivo do IPAM.
De acordo com o estudo, o consumo tradicional continua a representar a maior fatia do impacto económico, correspondendo a cerca de 77% do total estimado. Já a componente digital representa 23%, através de plataformas de streaming, redes sociais, engagement e criação de conteúdos por utilizadores.
A investigação destaca ainda o papel dos adeptos como motor económico do evento. Segundo o IPAM, um adepto casual poderá gerar entre 40 e 70 euros durante a competição, enquanto adeptos mais intensivos e digitais poderão atingir valores superiores devido à combinação de consumo recorrente, interação em múltiplas plataformas e influência sobre outros consumidores.
“O futebol continua a gerar consumo, mas o crescimento está cada vez mais na forma como esse consumo é partilhado, comentado, transformado em conteúdo e amplificado. Quase um em cada quatro euros gerados pelo Mundial já vem do digital”, acrescenta Daniel Sá.
O estudo conclui ainda que o Mundial de 2026 poderá criar oportunidades para marcas, meios de comunicação e vários setores da economia, incluindo a restauração, o retalho, o turismo e as plataformas digitais, através de novas fontes de receita associadas à economia da atenção e à criação de conteúdos.
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