Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt
Em Portugal, as mulheres são maioria. Em 2024, residiam no país cerca de 5,6 milhões de mulheres, o que corresponde a 52,2% da população total, estimada em cerca de 10,7 milhões de pessoas.
A presença feminina tem-se destacado sobretudo na educação. Segundo dados de 2023, as mulheres representam 58% dos diplomados do ensino superior. A predominância é ainda mais evidente em algumas áreas de formação, como educação e saúde, onde constituem cerca de 79% dos diplomados. Também são maioria em cursos de Ciências Sociais, Administração ou Direito (61%) e em Ciências Naturais, Matemática e Estatística.
Apesar deste avanço académico, a participação feminina continua a ser minoritária em áreas tradicionalmente associadas às chamadas STEM (ciência, tecnologia, engenharia e matemática). Em 2023, apenas 32% dos diplomados em engenharia, indústria transformadora e construção eram mulheres, percentagem que desce para 29% nas Tecnologias de Informação e Comunicação.
No mercado de trabalho, as desigualdades persistem. Em 2024, o salário médio mensal das mulheres trabalhadoras por conta de outrem era de 1445,6 euros, enquanto os homens recebiam, em média, 1693,5 euros - uma diferença de cerca de 15%.
Ainda assim, alguns indicadores apontam para mudanças na presença feminina em posições de poder. As mulheres já representam cerca de 34,8% dos cargos de direção nas empresas, aproximando-se da média europeia. Em áreas como a magistratura judicial, já constituem mesmo a maioria.
As transformações sociais refletem-se também nas escolhas de vida das mulheres. A idade média da maternidade tem vindo a aumentar nas últimas décadas: se em 2004 rondava os 27 anos, em 2024 aproxima-se já dos 30, refletindo o prolongamento dos percursos académicos e a maior participação feminina no mercado de trabalho.
Apesar dos progressos em vários indicadores, as mulheres continuam a enfrentar vulnerabilidades sociais mais acentuadas. Os dados mostram que estão em maior risco de pobreza do que os homens, refletindo desigualdades persistentes no acesso ao rendimento, na estabilidade laboral e nas condições económicas ao longo da vida.
__
A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil
Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.
Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.
Comentários