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O movimento, integrado na luta pelo fim da exploração e utilização de combustíveis fósseis, levou estudantes de estabelecimentos como o António Arroio, o Liceu Camões, bem como alunos de várias faculdades da Universidade de Lisboa, a faltar às aulas e a deslocarem-se ao Parlamento. Os participantes afirmam que não serão “governáveis” enquanto os decisores políticos continuarem a priorizar interesses económicos ligados aos combustíveis fósseis em detrimento das exigências da comunidade científica sobre a crise climática. A mobilização dos estudantes insere-se num contexto mais amplo de ações pelo clima que têm vindo a mobilizar jovens em Portugal, incluindo marchas e ocupações por todo o país exigindo medidas concretas de transição energética.
Num dos momentos do protesto, um dos porta-vozes, José Borges, de 17 anos, criticou a falta de resposta às cartas e pedidos já enviados às autoridades políticas, nomeadamente ao novo Presidente da República que hoje toma posse. “Como é possível que não se consiga comprometer com travar a crise climática nos prazos da ciência?”, questionou, lembrando que o país sofreu recentemente os efeitos devastadores das tempestades que atingiram a Península Ibérica, com escolas destruídas e milhares de pessoas afectadas.
Durante a manhã, dezenas de estudantes realizaram piquetes à entrada de escolas como o António Arroio e o Liceu Camões, bloqueando temporariamente acessos e interrompendo as aulas em sinal de protesto. “Estudamos para ter um futuro, mas para que serve isso quando estão a vender as nossas vidas?”, afirmou Salomé Duarte, de 17 anos, uma das alunas presentes. Estes protestos ecoam ações anteriores em que estudantes portugueses já tinham bloqueado e ocupado escolas em Lisboa para exigir o fim dos combustíveis fósseis, como parte do movimento estudantil pelo clima.
Os estudantes associam ainda o atual contexto internacional, incluindo conflitos geopolíticos e intervenções militares, à defesa de interesses energéticos ligados aos combustíveis fósseis, argumentando que a escalada das crises sociais e ambientais está estreitamente ligada a essa dinâmica.
Para esta tarde está prevista uma assentada e assembleia popular em frente ao Palácio de Belém, sob o lema “A nossa vida não está à venda”, onde os estudantes afirmam que permanecerão durante toda a tarde, apelando à adesão de todos os que defendem “entreajuda, luta e organização coletiva” para pressionar por mudanças estruturais em políticas energéticas e climáticas.
(Artigo atualizado às 11h18)
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