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De acordo com a Public Health France, entre 22 e 28 de junho foram registadas, até ao momento, 8.973 mortes, mais 2.025 do que na semana anterior, o que representa um aumento de 29,1%. A entidade sublinha, no entanto, que os dados ainda são provisórios e admite que o número final de vítimas deverá ser superior.

No balanço anterior, divulgado no domingo passado e relativo apenas aos três dias mais quentes do episódio, as autoridades estimavam cerca de mil mortes adicionais, de acordo com o The Guardian.

A subida da mortalidade concentrou-se sobretudo entre pessoas com 45 ou mais anos, sendo a faixa etária acima dos 65 anos a mais afetada. As mortes ocorridas em casa registaram o maior aumento, praticamente duplicando face à semana anterior.

Paris foi a região mais atingida, com um aumento de 62% no número de mortes registadas em comparação com a semana anterior.

O diretor-geral do sistema hospitalar público de Paris, Nicolas Revel, considerou que o número de vítimas mortais deverá ficar abaixo do registado na vaga de calor de 2003, mas poderá ultrapassar o impacto do episódio de calor extremo do ano passado.

A vaga de calor teve igualmente impacto noutros países europeus. Na Bélgica, o Ministério da Saúde estimou cerca de 1.200 mortes em excesso entre 18 e 29 de junho, mais de 500 das quais entre pessoas com 85 ou mais anos. Nos Países Baixos, o Governo apontou para cerca de 480 mortes em excesso, sobretudo entre a população idosa.

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