"Ontem despedimo-nos do meu amado marido, amigo querido e um dos maiores atores do nosso tempo", escreveu Luciana Duvall. Segundo a nota, o ator morreu serenamente em casa, "rodeado de amor e conforto". "Para o mundo, era um ator premiado com um Óscar da Academia, realizador e contador de histórias. Para mim, era simplesmente tudo", revelou.

Na mensagem, a mulher destacou ainda a dedicação de Duvall à profissão e às personagens que interpretou ao longo de mais de seis décadas de carreira. "Em cada um dos muitos papéis que interpretou, o Bob deu tudo às suas personagens e à verdade do espírito humano que representavam", escreveu, agradecendo o apoio do público e pedindo privacidade para a família.

Robert Duvall iniciou a carreira em 1960 e participou em mais de 145 projetos no cinema e na televisão. Tornou-se mundialmente conhecido com filmes como O Padrinho, Apocalypse Now e The Great Santini. Foi precisamente em O Padrinho, de 1972, que interpretou Tom Hagen, o paciente e calculista conselheiro da família Corleone, papel que lhe valeu a primeira nomeação ao Óscar, como Melhor Ator Secundário, em 1973. Regressou à personagem em O Padrinho: Parte II.

Ao longo da carreira, recebeu sete nomeações aos Óscares, tendo vencido a estatueta de Melhor Ator Principal em 1984, graças à interpretação em Amor e Compaixão.

Duvall destacou-se também na televisão, com particular sucesso nas produções Lonesome Dove e Broken Trail. Ao todo, recebeu cinco nomeações aos Emmy, tendo vencido duas em 2007, com Broken Trail, nas categorias de Melhor Minissérie e Melhor Ator Principal numa Minissérie.

Considerado um dos intérpretes mais versáteis da sua geração, Robert Duvall deixa um legado amplamente reconhecido pela crítica e pelo público, marcado por personagens intensas, contidas e profundamente humanas.