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Luís Montenegro
"Deixou-nos, aos 83 anos, Álvaro Laborinho Lúcio. Ilustre jurista, antigo ministro da Justiça e distinto escritor, foi exemplar na participação cívica e política e na dedicação à causa pública e ao nosso país. Deixo à família e aos amigos sentidas condolências e um profundo agradecimento", escreveu o primeiro-ministro nas redes sociais.
Marcelo Rebelo de Sousa
"O presidente da República manifesta a profunda consternação pela morte do Juiz Conselheiro Jubilado Álvaro Laborinho Lúcio, figura cimeira no domínio da Justiça", lê-se numa nota publicada no site da Presidência.
"Laborinho Lúcio esteve sempre à frente do seu tempo, aliava as suas ímpares qualidades profissionais a uma cultura humanística, a uma ética cívica e a um elevado sentido de serviço ao País. Ecuménico na sua personalidade e na sua projeção na sociedade portuguesa, influenciou sucessivas gerações de juristas, sempre com trato afável e enleante", é frisado.
"Ao longo da sua vida exerceu elevados cargos ao serviço de Portugal, nomeadamente Ministro da Justiça, Ministro da República para os Açores, Deputado, Diretor do Centro de Estudos Judiciários", recorda a nota.
"Sempre na defesa dos direitos humanos, sempre na procura permanente da defesa intransigente dos direitos das crianças em todas as suas dimensões", é acrescentado.
"O presidente da República, que perdeu hoje um amigo, apresenta à sua Família, ao Supremo Tribunal de Justiça e aos amigos de Laborinho Lúcio as mais sentidas condolências", remata.
Alexandra Leitão
"Recebo com grande tristeza a notícia da morte de Álvaro Laborinho Lúcio. Foi uma figura ímpar da justiça portuguesa e um exemplo de ética, humanidade e compromisso cívico", escreveu Alexandra Leitão na rede social X.
"Tive a oportunidade de trabalhar com ele durante um período no Conselho Superior da Magistratura e tenho por ele uma profunda admiração, pela lucidez com que pensava o país e pela forma como colocava sempre a dignidade humana no centro da sua ação. Laborinho Lúcio foi, em tudo, um defensor dos mais vulneráveis e um construtor de pontes entre a justiça e a cidadania", pode ler-se.
Para Alexandra Leitão, "o seu legado ultrapassa as funções que exerceu: é o de quem acreditou que o Direito deve servir as pessoas e que a justiça só existe plenamente quando é justa para todos".
Francisco José Viegas
O escritor e editor Francisco José Viegas assinalou nas redes sociais a morte de Laborinho Lúcio. "Um lugar no nosso coração", pode ler-se.
Quetzal
A editora de Laborinho Lúcio marcou também o momento. "É com grande e imensa tristeza que a Quetzal informa que morreu hoje um dos melhores de nós, Álvaro Laborinho Lúcio. Parte desta casa, autor e amigo, companhia amável e tutelar da Quetzal, Álvaro nunca deixará esse lugar no nosso coração".
Edgar Lopes
"Os heróis não morrem! Laborinho Lúcio não morreu. Está e estará connosco, porque crescemos com ele. Porque somos um produto da sua inteligência criativa, do seu sentido de humor, da liberdade responsável que sempre promoveu, das cores Brilhantes de um discurso que sempre desafiava, cativava e fazia pensar", escreveu no Facebook Edgar Lopes, juiz desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.
Patrícia Reis
"Laborinho Lúcio é um amigo, uma das pessoas mais constantes na minha vida. Das poucas que me tratava por Patricinha. Estava ministro da Justiça de Cavaco Silva quando o convenci, eu com 18 anos, ele com 42, a deixar-me ir presa para fazer uma reportagem para O Independente", escreveu a escritora Patrícia Reis.
"Ficámos amigos. Revi o seu primeiro livro, Julgamento, li todos os outros antes de serem impressos. Apresentou brilhantemente, como só ele, o livro As Crianças Invisíveis e a biografia da Teresa, A Desobediente. Adorava-o, respeitava-o e tinha-lhe a maior admiração. Sempre lhe disse que seria o meu presidente, caso desse esse passo. Ele ria-se. Perdemos um dos bons", pode ainda ler-se.
João Costa
"Quando lhe perguntavam se tinha trazido PowerPoint, respondia que só trazia o power. E que poder tinha a sua palavra! Corremos juntos o país. Acreditava na inclusão e no perfil dos alunos. Explicava-o como ninguém. Inspirava-me e inspirava os outros. Sabia do que falava e fazia-o por convicção e não para promoção ou por circunstância como outros que nos acompanhavam", escreveu João Costa, ex-ministro da Educação, nas redes sociais.
"Apresentámos os livros um do outro. Um humanista como já não sobram muitos. Um exemplo de integridade e justiça, de inquietação perante o que não pode acontecer, como vimos na sua participação na Comissão Independente. Aprendi com ele até ao fim. Esta morte custa e dói. Obrigado por tudo o que me ensinou, Dr. Laborinho Lúcio. Tratava-o por Professor, ainda que me dissesse sempre que não era. Era sim, dizia-lhe eu. Porque todos os dias aprendemos consigo", notou ainda.
PSD
"O Partido Social Democrata recebeu com profunda tristeza a notícia do falecimento de Álvaro Laborinho Lúcio", lê-se em nota enviada às redações.
"Laborinho Lúcio foi um jurista brilhante, dos mais proeminentes Ministros da Justiça que Portugal teve em democracia. A sua visão humanista do Direito, em que a justiça deve estar ao serviço das pessoas, é uma característica que merece ser recordada e admirada", refere o partido.
O PSD recorda ainda que, "como governante, dignificou o Estado português no exercício de todos os cargos da nossa República democrática. De relevar por exemplo que, entre março de 2003 e março de 2006, ocupou o cargo de Ministro da República para a Região Autónoma dos Açores, testemunho da sua entrega total ao país, à lei e à Constituição".
"Magistrado de carreira, exerceu funções de Secretário de Estado da Administração Judiciária, Ministro da Justiça e de deputado à Assembleia da República", lê-se também.
"Laborinho Lúcio deixa-nos respostas concretas e lúcidas sobre áreas fundamentais para a vida de Portugal: a justiça, a educação, a cidadania, a ética e a democracia. Foi uma das vozes pioneiras em Portugal na defesa dos direitos das crianças, pugnava por uma justiça educativa, não punitiva, centrada na reinserção, responsabilização e proteção dos menores. Que o seu legado seja um exemplo de inspiração para as atuais e futuras gerações. Portugal perdeu uma voz íntegra, humana, livre e de enorme competência", remata o PSD.
José Luís Carneiro
O secretário-geral do PS manifestou-se também nas redes sociais quanto à morte de Laborinho Lúcio. "Figura de grande integridade e inteligência, destacou-se por uma vida dedicada à causa pública, à qual levou sempre uma visão profundamente humanista e transformadora da justiça e da cidadania. Magistrado, ministro, deputado, professor e pensador, foi sempre respeitado pelas suas convicções, pela sua palavra ponderada e pelo compromisso de serviço ao país", pode ler-se.
Ordem dos Notários
"A ON manifesta o seu pesar pelo falecimento de Álvaro Laborinho Lúcio, figura cimeira no panorama da Justiça portuguesa, que desempenhou, entre outros cargos de relevo, o de Ministro da Justiça. Deixa um legado inspirador para todos os que servem o Direito", pode ler-se no X.
Ordem dos Advogados
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