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Francisco Carvalho Guerra, professor catedrático e principal impulsionador da Universidade Católica Portuguesa no Porto, morreu esta quinta-feira, aos 94 anos. Reconhecido como uma referência do ensino superior e da investigação científica, teve um papel determinante no desenvolvimento académico da região Norte.
Licenciado em Farmácia pela Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto em 1956, Francisco Carvalho Guerra construiu uma carreira de destaque na academia, tornando-se professor catedrático jubilado da Universidade do Porto e da Universidade Católica Portuguesa, onde lecionou Bioquímica.
Na Universidade do Porto, esteve ligado à criação de algumas das mais prestigiadas unidades de investigação científica, nomeadamente o Instituto de Biologia Molecular e Celular, sendo também um dos pioneiros na aposta na formação e fixação de investigadores em Portugal.
Foi, no entanto, na Universidade Católica Portuguesa, no Porto, que deixou uma das suas marcas mais duradouras. Considerado o "pai" da instituição na cidade, liderou a expansão da universidade e impulsionou a criação de novas escolas, como a Faculdade de Direito, a Escola Superior de Biotecnologia e a Escola das Artes, contribuindo para diversificar a oferta de ensino superior no Norte do país.
Nascido em Braga, a 19 de outubro de 1932, Francisco Carvalho Guerra foi frequentemente apontado como um "empreendedor académico", expressão utilizada pelo antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva para descrever o seu contributo para o ensino e a ciência em Portugal.
Numa nota de pesar, a Universidade Católica Portuguesa recordou Francisco Carvalho Guerra como uma "força inspiradora para gerações de estudantes, professores e investigadores". Também o cardeal Américo Aguiar lamentou a morte do académico, homenageando aquele que era carinhosamente tratado por muitos como o "pai Guerra".
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