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Carlos Brito, histórico dirigente do Partido Comunista Português (PCP) e considerado braço direito de Álvaro Cunhal, morreu esta quinta-feira aos 93 anos, avança o jornal Público.
Segundo o mesmo meio de comunicação social, Brito estava em casa, quando se terá sentido mal esta tarde, pelas 16h, tendo sido chamada uma ambulância que o transportou ao Centro de Saúde de Vila Real de Santo António, onde viria a falecer aos 93 anos de idade.
Iniciou-se na atividade política com 17 anos de idade, sendo opositor do Estado Novo como integrante do Movimento Unidade Democrática Juvenil, na capital. Esteve presos em três ocasiões, em Caxias, no Aljube e em Peniche, durante a ditadura, num total de oito anos de prisão. Saiu em liberdade em 1966 e até ao 25 de Abril, esteve entre o exílio em França e a clandestinidade em Portugal.
Após o 25 de abril foi deputado constituinte e eleito para a Assembleia da República nas seis legislativas realizadas entre 1976 e 1991, tendo também sido líder da bancada parlamentar do PCP durante 15 anos e ainda foi candidato à presidência da República em 1980, onde acabou por desistir a favor da candidatura de Ramalho Eanes.
Foi também braço direito de outro histórico do PCP, Álvaro Cunhal, tendo sido o responsável do PCP no 25 de abril. Brito este ainda suspenso em 2002 do partido, no que foi caracterizado de "comportamento fraccionário" por integrar o Movimento Renovação Comunista, um grupo de "renovadores“ dentro do partido, sendo que depois dos dez meses de suspensão não regressou às fileiras dos comunistas.
O PCP mandou uma curta nota às redações, afirmando que "sem prejuízo das conhecidas diferenças e distanciamento político, registamos em Carlos Brito o seu percurso antifascista e a sua contribuição na Revolução de Abril, nomeadamente no plano parlamentar".
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