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Segundo a CNN Portugal, o ex-ministro foi encontrado sem vida na sua casa, em Lisboa.

Nuno Morais Sarmento teve um papel relevante na vida política portuguesa, sobretudo no seio do Partido Social Democrata (PSD), onde desempenhou vários cargos de direção.

Entre 2002 e 2005, foi vice-presidente da Comissão Política Nacional do partido. Durante esse período foi também chamado a integrar o Governo, assumindo o cargo de ministro da Presidência.

Exerceu essas funções nos executivos liderados por José Manuel Durão Barroso, no XV Governo Constitucional (2002-2004), e posteriormente no governo de Pedro Santana Lopes, no XVI Governo Constitucional (2004-2005).

Mais tarde, entre 2008 e 2010, foi presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD, durante a liderança de Manuela Ferreira Leite.

Em janeiro de 2026, demitiu-se da direção da FLAD, cargo que exercia há 16 meses e para o qual tinha sido indicado em 2024 pelo primeiro-ministro Luís Montenegro. No comunicado divulgado na altura, referiu tratar-se de uma “decisão pessoal, tomada com ponderação”, acrescentando que não podia garantir “as condições pessoais e de saúde necessárias” para continuar no cargo.

Nuno Morais Sarmento demite‑se da presidência da FLAD
Nuno Morais Sarmento demite‑se da presidência da FLAD
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Nascido a 11 de janeiro de 1961, na freguesia de São Sebastião da Pedreira, em Lisboa, Nuno Albuquerque de Morais Sarmento formou-se em Direito na Universidade Católica Portuguesa, onde estudou entre 1978 e 1984, tendo depois realizado uma pós-graduação em Direito Comunitário.

Ao longo da sua carreira profissional foi advogado e sócio na área de resolução de litígios da PLMJ, com cerca de 30 anos de experiência em arbitragem, contencioso e resolução de litígios, incluindo trabalho ligado ao mercado moçambicano.

Desempenhou ainda diversas funções em instituições públicas, tendo sido adjunto da Provedoria da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, administrador do Hospital de Alcoitão, assessor jurídico do Alto-Comissário para o Projeto Vida e representante de Portugal na Autoridade de Controlo Comum de Schengen. Foi também membro do Conselho Superior do Ministério Público e membro fundador da Comissão Nacional de Proteção de Dados.

Paralelamente, manteve presença no espaço público como comentador político em órgãos de comunicação social como a SIC Notícias, a RTP e a TSF.

Em comunicado, o PSD afirmou ter recebido “com imensa dor e saudade” a notícia da morte de Morais Sarmento, considerando que Portugal perdeu “uma das vozes mais firmes na defesa da liberdade, da tolerância e do espírito cívico”.

O partido recordou ainda as três grandes paixões do antigo governante: o PSD, o Direito - profissão que abraçou como jurista e advogado - e o mergulho, atividade pela qual nutria grande entusiasmo e que refletia a sua ligação à natureza marinha.

“Hoje despedimo-nos, com o coração apertado, de um amigo, um pensador e dirigente gigante do PSD”, refere o comunicado do partido, acrescentando que a democracia portuguesa “fica mais pobre” com a sua morte.

Segundo o Observador, Nuno Morais Sarmento lutava contra um cancro no pâncreas, período durante o qual passou cerca de dois anos internado no hospital e fez 12 cirurgias.

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