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Em declarações aos jornalistas em Melgaço, à margem da inauguração da Festa do Alvarinho e do Fumeiro, o chefe do Executivo sublinhou que, caso não exista entendimento na Concertação Social, a decisão final caberá ao Parlamento.
“Se há uma coisa que o Governo não faz, é abandonar as suas convicções”, afirmou Montenegro, acrescentando que o processo legislativo seguirá o seu curso mesmo sem acordo com os parceiros sociais.
O primeiro-ministro identificou como principais pontos em negociação os contratos a termo, o regime de reintegração em caso de despedimento, o banco de horas por acordo e o regime de outsourcing, sublinhando que em todas estas matérias o Governo já fez cedências, “algumas integrais e outras parciais”.
Montenegro apontou ainda críticas à posição da UGT, considerando que é o parceiro social “com menos cedências” no processo de negociação, recusando qualquer pressão política adicional sobre o diálogo em curso.
As declarações surgem num momento de forte contestação à reforma laboral, que motivou manifestações no 1.º de Maio e a convocação de uma greve geral para 3 de junho pela CGTP.
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