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O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, alertou esta sexta-feira para a forte pressão sentida na gestão do caudal do Rio Mondego, sublinhando as dificuldades enfrentadas pelas autarquias devido ao mau tempo que tem afetado a região.

As declarações foram feitas após uma reunião que juntou a ministra do Ambiente, Graça Carvalho, e a presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, centrada na coordenação da resposta à sucessão de tempestades e à precipitação intensa registada nos últimos dias.

O chefe do Governo participou também num encontro alargado com os vários agentes da Proteção Civil, destacando o trabalho articulado entre entidades públicas, forças de segurança, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Forças Armadas, bombeiros e restantes serviços envolvidos na gestão da emergência. O primeiro-ministro salientou o esforço “muito significativo” destes profissionais, que têm estado no terreno de forma quase ininterrupta.

Segundo Luís Montenegro, a evolução da situação permite algum otimismo, mas deixou um aviso: “não deve significar relaxe nas próximas horas”, uma vez que se mantém a previsão de precipitação intensa.

O governante destacou ainda a pressão sentida na Barragem da Aguieira, que deverá atingir um pico de capacidade até ao final da tarde, momento a partir do qual será possível ter uma perspetiva mais clara sobre a evolução do risco.

Luís Montenegro afirmou que a gestão realizada no rio Mondego, à semelhança do que aconteceu nos principais cursos de água do país, permitiu desde cedo assegurar cheias controladas, considerando que as ações de coordenação foram “determinantes para diminuir os impactos da adversidade meteorológica”.

Ao mesmo tempo que é feita a gestão da situação imediata, está também a ser executado o Plano de Recuperação e Resiliência, que deverá garantir uma resposta de âmbito nacional. No terreno, começam já a concretizar-se várias medidas com impacto direto na vida das pessoas, havendo "mais de 8.200 mil pedidos de cidadãos e famílias que apresentaram candidaturas a apoios para habitação própria e permanente", revelou o Primeiro-Ministro.

Em termos de famílias a receber apoio da Segurança Social devido à perda de rendimentos ou a situações de carência, foram "registadas mais de 2.000 mil candidaturas". No âmbito do apoio a empresas, através de linhas de crédito, houve mais de 3.800 candidaturas, num montante que supera os 850 milhões de euros. Quanto à agricultura, foram submetidas mais de 4.500 candidaturas, com apoios abrangendo todo o território nacional e não apenas as áreas declaradas em estado de calamidade.

Sobre o PTRR, reafirma que "há muita curiosidade legítima" para se conhecer melhor o programa e sublinha que "é minha obrigação dizer que estamos a trabalhar a todo o vapor para poder apresentar tudo o mais brevemente possível, de forma organizada e estruturante para todo o país."

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