Com o PS a apertar na oposição, Montenegro deixa aviso: "Não querem aprender com aquilo que o povo lhes disse"
No jantar de Natal do PSD, Luís Montenegro deixou o aviso à oposição, apontando o dedo ao PS, referindo que “não querem aprender com aquilo que o povo lhes disse. E têm o desplante de dizer que os arrogantes somos nós”.
"Estamos firmes e seguros. Sabemos o chão que pisámos. Mas temos consciência da realidade: não podem tirar-nos o brilho e o gosto do reconhecimento. Estavam à espera de quê? Que ficássemos triste por termos ganho? O povo está com o PSD e com este Governo”, afirmou o atual primeiro-ministro.
“Os portugueses não acham nada aquilo que eles acham. Não se deixem condicionar. Não são esses que representam a vontade maioritária do povo”, provocou o primeiro-ministro, que aproveitou a oportunidade para responder a todos aqueles que o acusaram de usar um aumento considerado irrealista do salário mínimo para travar a greve geral.
“Não tinha nada que ver com isso. Não tinha mesmo“, insistiu reforçando, pela segunda vez no discurso, que o objetivo de aumentar o salário mínimo para 1600 euros e o médio para três mil é perfeitamente alcançável: “temos mesmo de incutir esta cultura de irmos mais longe, de ganharmos. Não precisamos de ficar no rame-rame, de jogar para o empate.”
Já a terminar o discurso, Montenegro falou sobre as presidenciais, não apenas para defender Luís Marques Mendes, que “mostrou ser de longe o mais preparado candidato a Presidente da República”, mas também para responder à tese dos ‘ovos todos no mesmo cesto‘, referindo-se a Cavaco Silva mas também a Marcelo e a Marques Mendes: o primeiro, na dupla qualidade de comentador-Presidente; o segundo, na condição de comentador-candidato — Montenegro defendeu à independência dos três.
“Se há quem sofreu domingo após domingo fomos nós. [Os nossos Presidentes] têm o condão de exercer com altos critérios de independência. E nunca nenhuma antigo presidente do PSD que foi Presidente da República fez serviços ao PSD”, rematou Luís Montenegro.
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