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Em declarações aos jornalistas na Colômbia, no final da 4.ª Cimeira UE-CELAC, Montenegro afirmou: “Francamente, não consigo vislumbrar outra razão para esta posição das centrais sindicais que não seja olhar para interesses que, do meu ponto de vista, não deviam ser os prevalecentes, que é o interesse dos partidos que estão, sobretudo, ligados à gestão das duas centrais sindicais.”

O líder do Governo português especificou a quem se referia: “Estou a falar do Partido Comunista, que quer mostrar a sua existência através da sua rede sindical na CGTP, e estou a falar do Partido Socialista, que também quererá mostrar a sua existência política de oposição, aproveitando alguma preponderância que tem na UGT”, acusou.

Montenegro considerou a decisão da greve “extemporânea e mesmo anacrónica”, salientando que ainda não há nenhum diploma aprovado em Conselho de Ministros sobre o pacote laboral que motivou a ação sindical.

“Ninguém a consegue compreender e, na minha opinião, não fica bem ao movimento sindical. Eu acho que os sindicatos têm tudo para cumprir a sua tarefa e o seu papel — eu não quero condicionar, acho muito bem que representem os interesses laborais dos trabalhadores portugueses —, mas quando a realidade do país não é a realidade dos sindicatos, alguma coisa está mal e não é o país”, acrescentou.

Quanto ao pedido do Chega para que o Governo recue em algumas medidas do pacote laboral, o primeiro-ministro mostrou-se aberto ao diálogo: PSD e CDS-PP não têm maioria para aprovar a lei sozinhos, pelo que Montenegro pretende conversar com todos os partidos quando o diploma chegar ao parlamento.

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