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“Não somos os donos da verdade, mas temos a obrigação de executar o nosso compromisso, projeto, programa, porque foi essa a responsabilidade que nos foi dada pelas pessoas”, afirmou no Congresso do PSD, em Sangalhos.
Montenegro insistiu que o Executivo governa com base na legitimidade eleitoral e na estabilidade política, recordando o seu percurso à frente do partido. “Foi a terceira vez que me elegeram presidente do nosso partido. Não tomaram essa decisão por engano”, afirmou, garantindo estar “tudo menos preocupado com o futuro político pessoal”.
O líder do Governo rejeitou também qualquer sinal de cedência a pressões externas, defendendo uma postura de “ousar, sonhar e assumir riscos”. “Estamos aqui para cumprir a missão de levar o país para a frente, com firmeza, sem ceder a pressões”, disse, deixando como mensagem final o lema da moção: “Vamos trabalhar para fazer Portugal maior.”
No discurso, Montenegro afirmou ainda que o Governo não pode ser interpretado como uma entidade inflexível. “Não somos os donos da verdade, mas temos a obrigação de executar o nosso compromisso”, reiterou, sublinhando que a governação exige também negociação e adaptação.
O primeiro-ministro rejeitou a ideia de que o Executivo esteja dependente de um único bloco político, equiparando a negociação com PS e Chega a práticas normais de funcionamento democrático. Segundo disse, quando há convergências em matérias como IRS, IRC ou imigração, isso “não é violação de compromissos, é a democracia a funcionar”.
Montenegro acusou ainda o PS de procurar condicionar o Governo, ao não viabilizar propostas e, ao mesmo tempo, deixar espaço para que o Executivo negocie com outras forças. Essa estratégia, afirmou, poderia empurrar o PSD para uma dependência exclusiva do Chega, cenário que rejeitou.
O primeiro-ministro criticou também o que classificou como leitura “imatura” e “irresponsável” da oposição, defendendo que o objetivo de alguns setores políticos seria enfraquecer o PSD e criar instabilidade artificial. “Há quem queira o nosso fim, mas isso diz mais sobre eles do que sobre o país”, afirmou.
Montenegro defendeu ainda que o Governo não governa em função de ciclos eleitorais, mas com base numa estratégia de médio prazo centrada na competitividade económica, na valorização dos salários e na reforma do Estado. “Governamos com sentido estratégico, não para eleições, mas para cumprir o programa que foi sufragado”, concluiu.
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