Segundo o jornal italiano, L´Unione Sarda, a Global Sumud Flotilla, "parcialmente organizada a partir de Génova", tinha como objetivo levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e atrair atenção internacional para a situação da população civil. Mohammad Hannoun participou ativamente das viagens e "foi muito ativo no apoio à flotilha Sumud", tornando-se uma figura pública do movimento pró-palestino em Itália. No entanto, segundo os investigadores, por trás destas ações visíveis existiriam também operações de transferência de fundos para o Hamas.

Importa recordar que a missão humanitária da Flotilha, denominada de Global Sumud Flotilla, remonta a agosto de 2025 e nela participaram a ex-líder do Bloco de esquerda, Mariana Mortágua, o ativista Miguel Duarte e a atriz e modelo, Sofia Aparício.

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As detenções em Itália foram realizadas no âmbito de uma investigação coordenada pela Direção Distrital Anti-máfia e Anti-terrorismo. Mohammad Hannoun é descrito pelos investigadores como “líder da célula italiana do Hamas” e membro do ramo estrangeiro da organização, que segundo a Sábado, com 71% dos fundos arrecadados alegadamente destinados a apoiar o braço militar do Hamas e famílias de homens-bombas e detidos por terrorismo. Segundo o La Via Italia, através de diversas associações e canais, onde para fugir aos controlos bancários internacionais, os suspeitos criaram novas siglas, como a associação "Cúpula Dourada".

De acordo com a mesma fonte noticiosa, a juíza de instrução Silvia Carpanini afirma que Mohammad Hannoun preparava-se para mudar-se para a Turquia e transferir para lá as atividades de financiamento da organização terrorista.

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Mohammad Hannoun, de 63 anos, arquiteto de profissão e cidadão jordaniano radicado em Génova há cerca de 40 anos, fundou em 1994 a Associação de Solidariedade com o Povo Palestiniano (ABSPP), com sede em Génova, Milão e Roma. Em 2023, Mohammad Hannoun e a ABSPP foram incluídos na lista negra do Departamento do Tesouro dos EUA, acusados de financiar terrorismo, acusação que Mohammad Hannoun sempre negou.

Em 2024, Mohammad Hannoun recebeu dois foglio di via (Segundo o site da Amnistia italiana, um foglo de via (folha de caminho, em tradução livre) é uma medida administrativa de prevenção prevista no Código Antimáfia italiano. Limita a liberdade de circulação e pode ser aplicada mesmo sem que tenha sido cometido um crime, bastando que a polícia considere o indivíduo “socialmente perigoso”) de Milão, um deles por incitação ao ódio e à violência após elogiar jovens que atacaram israelitas em Amesterdão, e outro por justificar as mortes de alegados colaboradores pelo Hamas, afirmando que “após a trégua, a resistência palestiniana, que pagou com sangue, alcançou a justiça, como em todas as revoluções do mundo.”

As detenções incluíram ainda outros oito suspeitos, com buscas em casas e associações em Génova, Milão, Roma, Turim, Bolonha, Florença, Monza, Lodi e Sassuolo, onde foram apreendidos dinheiro, computadores e material de propaganda, incluindo bandeiras com símbolos do Hamas.

Em comunicado,citado no jornal Il Sole 24 Ore, os procuradores da Direção Nacional Antimáfia e Antiterrorismo e de Génova sublinharam que:

“As investigações não diminuem a importância dos crimes cometidos contra a população palestiniana após 7 de outubro de 2023 durante operações militares em Gaza, nem justificam os atos de terrorismo cometidos pelo Hamas contra civis.”

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