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Em declarações, a partir da capital lituana, Vilnius, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, sublinhou as relações "muito importantes" com o país do mar Báltico, com destaque para as operações militares.
O chefe da diplomacia portuguesa esteve hoje em Vilnius para participar nas cerimónias oficiais do Dia da Independência da Lituânia e para um encontro com o homólogo lituano, Kestutis Budrys.
"A visita tem um propósito, uma vez que nós vamos ter aqui uma força dos nossos fuzileiros, com mais 146 homens, a partir de março. Temos relações muito importantes com a Lituânia, justamente neste plano das operações militares", afirmou Rangel, que chegou ao território lituano vindo da Alemanha, onde participou na Conferência de Segurança de Munique, que decorreu entre sexta-feira e domingo.
Sobre outras questões, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português disse haver vários pontos de convergência entre Lisboa e Vilnius, nomeadamente no quadro da União Europeia e da NATO, bem como em matérias da atualidade internacional, nomeadamente a invasão russa da Ucrânia.
Rangel, sem avançar pormenores, destacou as discussões sobre o pacote financeiro para o próximo quadro multianual, "onde, obviamente, também há interesses comuns e estratégias a afinar" quer na UE quer na NATO, bem como em temas relacionados com o financiamento multilateral, as questões do alargamento e do financiamento futuro das novas tarefas da União.
"Há pontos de convergência que, olhando a geografia dos dois países, não seria de esperar diretamente, embora nós conhecemos as posições comuns já há bastante tempo, sabíamos que esta convergência existiria. Mas, de facto, há muitos pontos a alinhar, há uma grande mudança geopolítica, há as relações transatlânticas, tudo isso foi aqui, eu diria, visto com um cuidado muito, muito grande", afirmou.
Portugal mantém uma presença militar contínua na Lituânia no âmbito das medidas de tranquilização da NATO e defesa do flanco leste, com destaque para o envio de cerca de 170 fuzileiros (em 2025) e aeronaves F-16M.
A missão, focada na prontidão e treino conjunto, reforça a segurança na região báltica e a parceria com as forças locais, estando localizada em Klaipeda, junto ao mar Báltico.
"Haverá oportunidades da vinda de outras autoridades portuguesas, na área da defesa, ao contingente [militar] que aqui está e também naquelas missões regulares que temos feito no Báltico, tal como às forças destacadas hoje na Roménia e na Eslováquia, também com uma expressão quantitativa muito relevante", explicou ainda.
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