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“As missões em que as forças portuguesas intervenham são sempre discutidas em Conselho Superior de Defesa Nacional, que é convocado pelo Presidente da República, e, logo, a questão não se põe”, afirmou o governante.

Questionado pelos jornalistas sobre o envio de tropas no âmbito da NATO, após uma cerimónia de juramento de bandeira realizada em Évora, Nuno Melo respondeu que, como ministro da Defesa, nem sequer tem mandato para se pronunciar sobre o tema.

Recordar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem manifestado a intenção de anexar a Gronelândia e países como a França, Alemanha, Suécia, Noruega, Finlândia e Países Baixos anunciaram que participariam numa missão militar europeia na ilha para ajudar a Dinamarca.

Nas declarações aos jornalistas, o ministro da Defesa Nacional lembrou que “a Gronelândia é uma região autónoma da Dinamarca com um estatuto muito especial” e defendeu que o destino da ilha “pertence ao povo da Gronelândia e ao povo dinamarquês”.

“E o que esperamos é que os aliados se comportem como aliados“, reiterou Nuno Melo, numa alusão às ameaças dos Estados Unidos, membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), sobre a Gronelândia.

A Gronelândia é um território autónomo sob soberania da Dinamarca, estrategicamente localizado no Ártico, com uma população de cerca de 50 mil pessoas.

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