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“A CAP entende que a decisão do Governo de avançar com a apresentação pública” do PNRN “sem que as medidas nele contidas tenham sido previamente discutidas e apreciadas pela Comissão de Acompanhamento criada para esse efeito é incompreensível e institucionalmente grave”, defendeu, em comunicado.
Questionada pelos jornalistas após a apresentação do documento, a ministra disse que achava estranha a posição da CAP, afirmando que foram feitas mais de 50 reuniões a propósito do plano e que a CAP pertence à comissão de acompanhamento e que esteve presente em reuniões, como pode ser verificado nos vídeos dessas reuniões, que são públicos.
A ministra disse que a apresentação desta terça-feira foi o resultado dessa primeira fase e que a seguir há uma consulta formal aos vários grupos económicos, como a indústria, a agricultura ou a floresta, e que depois o documento entra em consulta pública formal.
“A CAP esteve presente, acho estranha”, reforçou a ministra. Portugal vai investir até 2030 uma média de 500 milhões de euros por ano em restauro da natureza, tendo identificado necessidades de restauro em todos os setores, para os quais são propostas mais de 400 medidas, segundo o documento apresentado esta terça-feira.
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