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A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta segunda-feira, que "as próximas oito semanas serão particularmente exigentes" para o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e para os próprios utentes dado que se prevê um "aumento da procura nos serviços de urgência" devido aos casos, crescentes, de gripe, desde os serviços de urgência hospitalar até à linha Saúde 24 — que garante estar “já a observar”.
A ministra diz que, perante este contexto, “o ministério de Saúde está a seguir o seu plano de resposta sazonal para o Inverno, que define medidas para reforçar a capacidade do SNS durante os meses de maior pressão”. Este plano, diz, “enquadra quadros locais de contingência”, que está organizados em “níveis de contingência, permitindo ajustar a resposta à dimensão da procura”.
"Estes planos estão organizados em níveis de contingência, permitindo adaptar a resposta à evolução da procura e garantir uma atuação coordenada em todo o país. Posso assegurar que as nossas instituições estão preparadas e articuladas. Desde os hospitais e centros de saúde, ao INEM, à DGS e ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e à DE-SNS, para dar a melhor resposta possível aos portugueses: desde a prevenção até ao tratamento", garantiu a ministra.
A ministra diz que é a Direção Executiva do SNS que cabe monitorizar a resposta das unidades de saúde de acordo com os seus planos de contingência numa fase de "muita exigência para todos os profissionais do SNS".
Sublinha ainda que “é de esperar que sempre que atingirmos uma pressão significativa nos serviços de urgência, sejamos obrigados a parar a atividade cirúrgica, mantendo sempre as cirurgias urgentes e oncológicas, como é natural”.
A ministra da Saúde realçou ainda que o número de camas para internamento hospitalar têm vindo a aumentar devido a iniciativas do Governo e deu como exemplo o caso de Lisboa e Vale do Tejo - porque é "a região com maior carência de camas de apoio e espaço em lar". Nesta região, a Santa Casa de Misericórdia de Lisboa disponibilizou 27 camas sociais, 112 camas de apoio ao internamento hospitalar e "está a procurar disponibilizar uma resposta de emergência de mais 50 camas nas próximas semanas".
"180 camas nos próximos dias, que procuraremos que sejam mais nos próximos dois meses", destacou a governante.
Já foram vacinadas quase mais 140 mil pessoas
A ministra da Saúde apontou ainda que em matéria de prevenção “a vacinação continua a ser a medida mais eficaz” e destaca que “até ao dia 30 de novembro já tinham sido vacinadas 2.297.551 pessoas, mais 139.386 do que no mesmo período de 2024, com uma elevada cobertura nos grupos de maior risco”.
Ana Paula Martins reforça o apelo: “Quem ainda não se vacinou e faz parte dos grupos prioritários, que o faça quanto antes. É gratuita e existem unidades de vacinação em todo o País”.
A responsável da saúde diz que “além da vacinação há medidas simples que todos podem utilizar: usar máscara em espaços fechados ou quando se apresentam sintomas respiratórios; proteger-se do frio; e proteger os mais vulneráveis; contactar primeiro a linha SNS 24, antes de recorrer à urgência”.
A ministra destaca que vão ser “alargados os horários dos centros de atendimento clínico, CAC (Centro de Atendimento Clínico), e os serviços de atendimento clínico denominados como SAC (Serviço de Atendimento à Doença Aguda)”.
O serviço do INEM, diz também ter sido reforçado.
A ministra voltou também a apelar a que seja contactada a Linha SNS 24 antes de se dirigir às urgências, para colmatar os elevados tempos de espera, ou o seu centro de saúde local, especialmente para os utentes que têm médico de família.
"Reservar os serviços de urgência hospitalar para as situações efetivamente urgentes", realçou.
No Natal? "Calma e responsabilidade"
A ministra chamou a ainda a atenção para que “o desafio que enfrentamos é coletivo” e que embora este “seja um fenómeno habitual todos os anos, este ano a gripe está a sair mais cedo e com um potencial para um impacto maior em épocas anteriores”.
Ana Paula Martins diz que “à medida que se aproxima a época festiva, um tempo de convívio e proximidade entre famílias e amigos é importante que todos mantenhamos uma atitude de calma e de responsabilidade”, e salientou que “pequenos gestos como proteger os mais vulneráveis, adotar medidas de prevenção e cumprir as orientações de serviço público fazem a diferença para passarmos este período em segurança e com a alegria que todos merecemos”.
A ministra da Saúde sublinha assim que “com responsabilidade individual e coletiva” será possível atravessar este período com “serenidade”. Adianta ainda que “ativou uma task force, tal como fez no ano passado, de que fazem parte a direção executiva do SNS, a DGS, o Instituto Ricardo Jorge, o INEM e a linha Saúde 24 para diariamente avaliar a situação e ir tomando as medidas necessárias para minimizar os impactos negativos das próximas emanas.
Ana Paula Martins diz por fim “este ano começaremos duas semanas mais cedo”, mas garante: “Estamos a postos. Estamos prontos. Mas reforçamos a mensagem principal. Contamos com todas as portuguesas e portugueses para esta travessia das próximas semanas. E o objetivo desta conferência de imprensa é essa: pedir que colaborem”.
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