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Uma das consequências desta greve tem sido a falta de roupa lavada e, em resposta, a responsável pela pasta da Justiça admitiu que é possível ter “formas de maior autonomia, ou seja, permitir ter lavandarias que os próprios reclusos possam utilizar, possam gerir”.
“Isso ajuda, quer na autonomia, quer na carga que se retiraria dos guardas e dá também maior responsabilidade”, disse Rita Alarcão Júdice à margem de uma visita às futuras instalações da Delegação Norte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, acrescentando que “em breve haverá algumas novidades” em relação ao protesto contra a falta de condições de segurança no estabelecimento, nomeadamente no que se relaciona com agressões a guardas prisionais.
O diretor-geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais adiantou que a direção da cadeia do Linhó mudou no primeiro dia do ano, o que poderá ser um caminho para o fim da greve dos guardas prisionais. “Vamos ver se conseguimos novas dinâmicas e novas formas de diálogo para conseguir resolver uma questão que tem aspetos locais”, explicou Orlando Carvalho.
A propósito do tema da greve na cadeia do Linhó, a ministra da Justiça admitiu ainda que existe uma escassez de guardas prisionais e que, “infelizmente, as vagas que foram preenchidas são poucas para o número de vagas que foram abertas”.
Rita Alarcão Júdice apontou para o acordo feito com os sindicatos no mês de dezembro do ano passado, que permitiu alterar as condições de ingresso na carreira de guarda prisional.
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