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Marcelo Rebelo de Sousa, aos jornalistas, referiu que "a senhora ministra transmitiu a vontade ao primeiro-ministro, o primeiro-ministro transmitiu ao Presidente da República e eu aceitei. Agora é o PM que assume as funções e depois vai apresentar uma proposta para o futuro".
"Eu não vou substituir-me ao juízo efetuado, não vou dizer mais do que isso, quem tomou a decisão entendeu que não tinha condições pessoais e políticas. Perante isso, há que respeitar a vontade da senhora ministra", afirmou Marcelo, sempre recusando comentar a demissão da MAI. “É uma situação complexa”, afirmou ainda.
O primeiro a reagir foi o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, referindo aos jornalistas que não é por "se mudar a ministra da Administração Interna que os problemas se vão resolver, mas esta é a prova de que o Governo falhou. O maior responsável é o primeiro-ministro. Eu [enquanto ministro da Administração Interna] nunca tomei decisões sem consultar com o PM", afirmou.
Também a líder da Iniciativa Liberal reagiu à demissão da MAI, referindo que “foram5 dias que se perderam. O governo deve enfrentar esta pasta com competência, resposta pronta e capacidade de comunicação em situação de crise. As populações estão desesperadas. São necessárias soluções já”, escreveu Mariana Leitão nas redes sociais.
Do Livre, o deputado Paulo Muacho, em declarações à rádio TSF, defendeu que esta demissão surge na véspera do debate quinzenal com apenas um objetivo: proteger Luís Montenegro, reconhecendo ainda que o país “já tinha percebido” que Maria Lúcia Amaral não tinha condições de continuar a assumir a pasta da Administração Interna. O deputado pediu ainda um reforço dos meios no terreno para dar resposta às necessidades da população em virtude do mau tempo e alerta que “nada estava preparado”.
Do PAN, a primeira reação chegou pela parte da líder do partido, Inês Sousa Real, que à TSF afirmou que a demissão “já era expectável”, alertando que “ou existe de facto uma visão de Luís Montenegro em que passa a dar prioridade à prevenção (…) ou então, seja qual for a figura que colocar neste cargo, vamos estar sempre a correr contra os prejuízos”.
Do Chega, André Ventura referiu que "esta demissão é a prova da incapacidade do Governo em gerir todas as adversidades que o país tem enfrentado, desde os incêndios ao recente fenómeno das tempestades". Para o líder do Chega, "é um falhanço evidente de Luís Montenegro que, da saúde à administração interna, vai perdendo o controlo do Governo. Quanto mais tempo vai demorar até serem resolvidos os outros 'erros de casting' deste Governo? Portugal merece muito mais!", finaliza.
Do Bloco de Esquerda, o coordenador do partido defendeu que “a demissão da ministra da Administração Interna era a única saída. Entre a falta de prevenção e o erro na resposta, o Governo falhou no seu dever mais básico: proteger o nosso povo. Milhares de famílias pagaram o preço da incompetência e do abandono. O país exige mudanças, não apenas demissões”, escreveu José Manuel Pureza nas redes sociais.
Também Gouveia e Melo, antigo candidato presidencial, comentou a demissão da MAI. Em entrevista na SIC, Gouveia e Melo revela que "a situação já tinha passado para lá de um limite que é razoável e acho que a ministra achou o mesmo”. De recordar que Gouveia e Melo já tinha pedido a demissão da MAI num artigo de opinião no jornal Público, publicado hoje.
“Uma pessoa que não tem qualquer tipo de empatia” e que “não faz esforços para o diálogo social, não faz esforços para que haja o relacionamento institucional e diplomático saudável entre as partes”, foi assim que Armando Ferreira, líder do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL) caracterizou a ministra demissionária Maria Lúcia Amaral, na rádio Observador.
Mas, Ferreira acrescentou ainda mais: “É uma pessoa que vai ficar de facto na História de ser uma das piores ministras da Administração Interna que nós já tivemos”.
“Que isto seja um alerta para o senhor primeiro-ministro e para o próximo ministro da Administração Interna, de que tem que vir com um sentido de cooperação com os representantes das forças de segurança dos sindicatos, no sentido de vir melhorar a causa pública da segurança e não de vir afrontar, porque não é isso que vai ser bom para o País”, afirmou. Armando Ferreira.
“O próximo ministro tem que vir com um sentido de diálogo construtivo com os sindicatos e com uma retórica muito comunicativa e não como a senhora ministra tinha de embate em que não estava disponível para fazer absolutamente nada”, concluiu.
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