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Em causa estão quatro alegados crimes, concretamennte tráfico de influências, peculato, corrupção nos negócios e apropriação indevida, os mesmos imputados pelo juiz Juan Carlos Peinado, responsável pela investigação.
No mesmo processo, a acusação pede ainda 22 anos de prisão para a assessora de Begoña Gómez em La Moncloa, Cristina Álvarez, e seis anos para o empresário Juan Carlos Barrabés.
O caso tem gerado forte contestação política e jurídica em Espanha, com a defesa de Cristina Álvarez a apresentar um recurso no qual contesta a decisão do juiz de encerrar a fase de instrução. No documento, a defesa levanta críticas à interpretação dos factos, questionando a extensão do conceito de peculato com uma analogia. “Comete peculato o cozinheiro que prepara uma refeição privada para a família do presidente?”.
A acusação popular solicita também que o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, seja chamado a depor como testemunha em julgamento, além da imposição de uma caução para garantir eventuais responsabilidades financeiras.
Entre as medidas cautelares pedidas para Begoña Gómez estão a proibição de saída de Espanha sem autorização judicial, a retenção do passaporte e a obrigação de se apresentar periodicamente em tribunal.
O processo insere-se numa investigação em curso que continua a gerar ampla atenção mediática e debate político em Espanha, com impacto no debate público sobre transparência e responsabilidade em cargos associados ao poder executivo.
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