Em Copenhaga, a capital dinamarquesa, os protestos concentraram-se junto à Câmara Municipal e seguiram em direção à embaixada dos Estados Unidos. Os participantes empunharam bandeiras da Gronelândia e da Dinamarca e entoaram palavras de ordem contra a ideia de "compra" ou "controlo" do território, afirmando que a ilha não pode ser negociada sem a vontade dos próprios groenlandeses.

Em Nuuk, capital da Gronelândia, também se realizaram concentrações com expressões de rejeição às intenções norte-americanas. Os moradores afirmaram que qualquer decisão sobre o futuro político e económico da ilha deve ser tomada pelos groenlandeses e não por potências externas, num momento em que a região ganha importância estratégica no Ártico.

Os protestos surgem num contexto de crescente tensão diplomática entre Washington, Copenhaga e Nuuk, após Trump ter defendido um papel mais forte dos Estados Unidos na região e ter sugerido medidas de pressão, incluindo possíveis sanções económicas, caso a sua proposta não fosse apoiada. A resposta popular evidencia o receio de uma intervenção externa e a preocupação com a preservação da autonomia e dos direitos do povo groenlandês.

Organizadores e participantes sublinharam que a mobilização pretende enviar uma mensagem clara de solidariedade e de defesa da democracia, afirmando que a Gronelândia não é uma mercadoria e que o seu futuro não pode ser decidido sem consulta e consentimento dos seus habitantes.