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As comemorações do 1.º de Maio decorrem durante a tarde, com um desfile entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, onde está previsto um comício sindical. O secretário-geral da CGTP, Tiago Oliveira, é o principal orador da iniciativa.
Em passo lento, sindicalistas, trabalhadores, jovens e reformados percorrem as ruas empunhando bandeiras, tarjas e cartazes, enquanto entoam palavras de ordem como “Não vamos desistir, o pacote é para cair”, “Só interessa ao capital, o pacote laboral” e “O pacote laboral é retrocesso social”.
Em declarações à agência Lusa, Tiago Oliveira sublinhou que a principal exigência dos trabalhadores é a rejeição total do pacote laboral, defendendo que, passados nove meses, o conteúdo das alterações à legislação laboral se mantém inalterado.
“Sabemos que esta é uma luta prolongada, porque é um Governo que não vive as dificuldades de quem trabalha, não conhece a realidade da maioria dos trabalhadores e está de mãos dadas com a maioria dos patrões”, afirmou o dirigente sindical. Segundo Tiago Oliveira, o Executivo está a promover uma reforma laboral “extremamente penalizadora” para os trabalhadores.
O secretário-geral da CGTP adiantou ainda que, precisamente para dar continuidade à contestação, a central sindical vai anunciar formalmente a greve geral marcada para 3 de junho, considerando-a um passo decisivo na mobilização contra o pacote laboral.
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