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O pedido surge após a morte do migrante mexicano Lorenzo Salgado Araujo, baleado por um agente do ICE em Houston. Desde o início do segundo mandato do Presidente norte-americano, Donald Trump, morreram 17 migrantes mexicanos em ações de aplicação da lei migratória, dos quais 14 sob custódia do ICE e três durante operações da agência.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano informou que também enviará um pedido semelhante ao Departamento de Justiça dos EUA, embora as autoridades norte-americanas não estejam legalmente obrigadas a agir.
O Governo do México começou igualmente a enviar cartas aos centros de detenção onde morreram migrantes mexicanos, exigindo o fim de práticas ou omissões que possam ter contribuído para essas mortes, nomeadamente a falta de acesso a cuidados médicos adequados e a aplicação de políticas incompatíveis com normas médicas e penitenciárias.
O primeiro centro a receber a notificação foi o de Adelanto, na Califórnia, onde morreram quatro migrantes mexicanos, de acordo com a Agência Lusa. Segundo a diplomacia mexicana, estas iniciativas poderão anteceder a apresentação de ações civis contra as empresas responsáveis pela gestão dos centros de detenção.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Roberto Velasco, enviou ainda uma carta ao alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, solicitando que sejam recolhidas informações sobre as mortes de migrantes mexicanos sob custódia do ICE e analisada a compatibilidade destes casos com as obrigações internacionais em matéria de direitos humanos.
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