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A partir de hoje, os passageiros do autocarro a hidrogénio passam a ter de validar o respetivo título de transporte para realizar um percurso com duração média de cerca de 12 minutos. O trajeto é totalmente segregado na Avenida da Boavista, entre a Casa da Música e a zona do Colégio do Rosário, sendo depois partilhado com o tráfego automóvel na Avenida Marechal Gomes da Costa.

O período experimental do metrobus, um serviço da Metro do Porto operado pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), estava inicialmente previsto durar um mês, mas foi prolongado até 19 de abril. O arranque da fase comercial estava dependente da avaliação do funcionamento do sistema e da adesão dos utilizadores.

O serviço experimental teve início a 28 de fevereiro, cerca de um ano e meio após a conclusão das obras no troço Casa da Música–Império. Durante esse período, o metrobus funcionou entre as 06:00 e as 22:00, com frequências de 10 minutos nas horas de ponta e de 15 minutos nos restantes horários — valores que se mantêm agora na fase comercial e que ficaram abaixo dos tempos inicialmente previstos aquando do anúncio do projeto, em 2021.

O canal segregado da Avenida da Boavista continuou a ser utilizado por modos suaves de mobilidade, como bicicletas e trotinetes, mesmo depois de a Câmara do Porto ter implementado um limite de velocidade de 30 km/h na via direita, com sinalização e pintura, mas sem separação física dedicada.

O metrobus circula pelas avenidas Marechal Gomes da Costa e Boavista, com paragens nas estações Guerra Junqueiro, Bessa, Pinheiro Manso, Serralves e João de Barros. Para já, fica de fora a extensão até à Anémona, com paragens em Antunes Guimarães, Garcia de Orta, Nevogilde e Castelo do Queijo, troço que se encontra ainda em obras.

De acordo com dados divulgados em março pela secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, o metrobus regista uma média de seis mil viagens por dia. A governante defendeu que o sistema BRT (Bus Rapid Transit) representa “uma mudança estrutural na mobilidade urbana e metropolitana”, sublinhando a necessidade de garantir tempos de viagem competitivos face ao transporte individual.

O investimento total no projeto inclui cerca de 29,5 milhões de euros nos veículos e no sistema de produção de energia e aproximadamente 76 milhões de euros na empreitada no terreno. Segundo a Metro do Porto e a STCP, os inquéritos realizados a mais de três mil passageiros indicam um índice de satisfação de 8,7 em 10, com um tempo médio de viagem entre a Casa da Música e o Império de cerca de 12 minutos e meio.

Um estudo de procura aponta ainda para um potencial de 7,4 milhões de passageiros em 2027, considerado o “ano cruzeiro” da operação, reforçando a aposta no metrobus como eixo estruturante da mobilidade na cidade.

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