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O Metro de Lisboa colocou esta segunda-feira em funcionamento os novos elevadores das estações Martim Moniz e Intendente, para reforçar as condições de acessibilidade da rede e permitir percursos mais autónomos e confortáveis para todos os passageiros.

Na estação Martim Moniz foram instalados dois novos elevadores de acesso direto entre o exterior e os cais de embarque, enquanto a estação Intendente passou a dispor de três novos equipamentos. As intervenções garantem percursos integralmente acessíveis entre a superfície, os átrios e as zonas de embarque.

Segundo o Metro de Lisboa, estas melhorias beneficiam, em particular, pessoas com mobilidade condicionada, utilizadores de cadeira de rodas, pessoas idosas, famílias com carrinhos de bebé e passageiros que transportem bagagem.

A intervenção nas estações Martim Moniz e Intendente integra o programa de adaptação e modernização das estações mais antigas da rede, desenvolvido no âmbito do Plano Nacional para a Promoção da Acessibilidade.

Desde 2018, o Metropolitano de Lisboa instalou ou substituiu 42 elevadores em 15 estações. O processo tem sido realizado de forma faseada, com intervenções na estação Roma em 2019, nas estações Colégio Militar/Luz, Rato e Areeiro em 2020, em Arroios em 2021, Cidade Universitária e Entre Campos em 2022, Baixa-Chiado, Campo Grande e Alameda em 2024, e Campo Pequeno e Picoas em 2025.

Em 2026, além das estações Martim Moniz e Intendente, já inauguradas, o programa contempla também a estação Praça de Espanha, cuja abertura está prevista até ao final de agosto.

No mesmo período, o Metro de Lisboa instalou ou substituiu 35 escadas mecânicas e tapetes rolantes, reforçando as condições de circulação e acessibilidade em toda a rede.

A melhoria da acessibilidade tem sido acompanhada por um reforço dos meios destinados à manutenção e disponibilidade dos equipamentos mecânicos.

Atualmente, a rede dispõe de 372 acessos mecânicos, incluindo 128 elevadores, 234 escadas mecânicas e 10 tapetes rolantes. O Metro destaca que se trata de um conjunto de equipamentos diversificado, instalado numa infraestrutura com diferentes períodos de construção e níveis de utilização.

Em 2024, os encargos do Metropolitano de Lisboa com a manutenção destes equipamentos chegaram a cerca de 1,14 milhões de euros, aumentando para aproximadamente 1,23 milhões de euros em 2025. Entre janeiro e maio de 2026, o investimento nesta área totalizou cerca de 577 mil euros.

Em maio de 2026 entrou também em funcionamento um novo modelo piloto de manutenção das escadas mecânicas das estações Baixa-Chiado e Aeroporto. O contrato, válido até 2030 e com um valor global de cerca de seis milhões de euros, prevê a existência de um piquete técnico dedicado, disponível 24 horas por dia, sete dias por semana, com o objetivo de reduzir os períodos de indisponibilidade dos equipamentos.

De acordo com os dados reportados a 10 de julho, a disponibilidade dos equipamentos mecânicos registou melhorias. Desde o final de janeiro, a taxa de indisponibilidade dos elevadores diminuiu de cerca de 33% para aproximadamente 17%, enquanto nas escadas mecânicas passou de cerca de 15% para 8%.

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