Acompanhe toda a atualidade informativa em 24noticias.sapo.pt

Pela primeira vez na história de um Campeonato do Mundo, a final contará com um espetáculo musical ao intervalo, inspirado no formato do Super Bowl. Antes do apito inicial haverá ainda uma cerimónia, com início às 18h30.

Jennifer Hudson interpretará o hino nacional dos Estados Unidos antes do jogo. A cerimónia contará ainda com atuações de Laura Pausini, Nicole Scherzinger, Robbie Williams, IShowSpeed e Tom Cruise, assinalando a celebração das 48 seleções participantes.

O espetáculo do intervalo foi concebido por Chris Martin, dos Coldplay, e terá como cabeças de cartaz Madonna, Shakira, BTS e Justin Bieber. Estão igualmente previstas atuações de Burna Boy, de PS22 Chorus com os Coldplay, do maestro venezuelano Gustavo Dudamel, além da participação das personagens da Rua Sésamo e dos Marretas. O grupo de dança ugandês Ghetto Kids também integra o alinhamento, após ter sido convidado por Shakira para atuar em palco.

Segundo a FIFA, o espetáculo servirá também para angariar fundos para o FIFA Global Citizen Education Fund, iniciativa dedicada ao financiamento de projetos de educação para crianças em todo o mundo.

Intervalo poderá ser prolongado

Embora a atuação esteja prevista para durar cerca de 11 minutos, vários meios de comunicação avançam que o intervalo poderá ser prolongado para entre 20 e 25 minutos, de forma a permitir a montagem e desmontagem do palco.

Ao contrário do Mundial de Clubes de 2025, em que o palco foi instalado sobre as bancadas, desta vez será montado diretamente no relvado e removido antes do recomeço da partida.

Um duelo de estilos

Dentro das quatro linhas, a final coloca frente a frente duas seleções com filosofias de jogo bastante distintas.

A Argentina apresenta um futebol intenso, físico e agressivo, procurando pressionar desde os primeiros minutos e explorar a capacidade de desequilíbrio de Lionel Messi. A equipa tem recorrido frequentemente a reviravoltas e golos nos minutos finais, sustentadas pela intensidade que consegue manter durante os 90 minutos.

Já a Espanha privilegia a posse de bola e a circulação paciente, numa abordagem que recupera a identidade do "tiki-taka". O objetivo passa por controlar o jogo através da posse, esperando pelo momento certo para criar desequilíbrios, de acordo com a CNN.

Um dos principais duelos individuais deverá envolver Rodri, médio espanhol que lidera o Mundial no número de passes realizados (694, mais de uma centena acima de qualquer outro jogador), e a pressão física da seleção argentina, que é também a equipa que cometeu mais faltas ao longo do torneio.

Rodri reconheceu que espera uma partida mais física, mas mostrou confiança na capacidade da seleção espanhola para se adaptar aos diferentes momentos do jogo, tanto em organização ofensiva como defensiva.

Messi frente a Lamine Yamal

Outro dos grandes focos da final será o confronto entre Lionel Messi e Lamine Yamal.

Messi continua a ser a principal figura da Argentina, enquanto Yamal, que completou recentemente 19 anos, disputa o seu primeiro Campeonato do Mundo e procura juntar este título aos triunfos já alcançados ao serviço do Barcelona e da seleção espanhola.

Os dois jogadores são frequentemente comparados, não só pelo percurso iniciado no Barcelona, mas também pelas características técnicas. Voltou também a ganhar destaque a conhecida fotografia de 2007 em que Messi surge a dar banho a um bebé que viria a revelar-se Lamine Yamal, uma imagem encarada como um momento simbólico antes do primeiro confronto entre ambos.

Percurso até à final

A Argentina chega à final com um registo de vitórias em todos os jogos da competição, embora tenha ultrapassado várias eliminatórias com dificuldades. Precisou de prolongamento frente a Cabo Verde, recuperou de uma situação desfavorável diante do Egito graças a uma reviravolta liderada por Messi, beneficiou de uma expulsão para eliminar a Suíça e voltou a recuperar no marcador perante a Inglaterra nas meias-finais.

Messi rejeitou as críticas dirigidas à seleção durante o torneio, afirmando que a presença na final demonstra que "nada foi oferecido" à equipa.

A Espanha, por seu lado, manteve-se invicta, tendo apenas empatado o primeiro encontro da fase de grupos. A vitória por 2-0 sobre a França nas meias-finais foi considerada a melhor exibição da equipa na competição, depois de nas rondas anteriores ter garantido o apuramento com golos decisivos de Mikel Merino.

As estatísticas ilustram bem o contraste entre os finalistas: antes da final, a Argentina era a seleção com mais golos marcados (19), enquanto a Espanha apresentava a melhor defesa, com apenas um golo sofrido em todo o torneio.

Uma final com dimensão global

Além da componente desportiva, a final pretende afirmar-se como um grande evento de entretenimento. A presença do primeiro espetáculo musical ao intervalo de uma final de um Campeonato do Mundo representa uma mudança significativa na organização do evento, aproximando-o do modelo utilizado nas grandes competições desportivas norte-americanas.

Está também prevista a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sendo esperado que participe na cerimónia de entrega do troféu ao vencedor, à semelhança do que aconteceu na final do Mundial de Clubes de 2025.

___

A sua newsletter de sempre, agora ainda mais útil

Com o lançamento da nova marca de informação 24notícias, estamos a mudar a plataforma de newsletters, aproveitando para reforçar a informação que os leitores mais valorizam: a que lhes é útil, ajuda a tomar decisões e a entender o mundo.

Assine a nova newsletter do 24notícias aqui.