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A decisão gerou forte contestação do PS/Gaia, que acusa o executivo de ter efetuado um “corte” que afeta cerca de nove mil beneficiários do cartão Andante Municipal 3.ª Idade / ViverGaia+65, avança o Jornal de Notícias.

Numa publicação feita anteriormente na rede social Facebook, Menezes já tinha explicado que o programa “está a ser reavaliado e será retomado em 2026”, acrescentando que o objetivo é que volte “já no mês de fevereiro, mas, prioritariamente, para quem mais precisa, os mais débeis da nossa comunidade: pensionistas de escalões baixos e idosos de pensões mais baixas”.

Este domingo, o PS/Gaia formalizou a crítica num comunicado, manifestando-se contra o que classifica como “corte do apoio municipal a cerca de nove mil beneficiários” do programa.

O apoio ViverGaia+65 comparticipa 17,50 euros no custo total do passe Andante sénior, fixado em 22,50 euros. Para Luís Filipe Menezes, trata-se de uma medida “completamente irresponsável” na forma como foi implementada.

Segundo o autarca do PSD, em 2025 inscreveram-se cerca de 10 mil pessoas, número que considera baixo por ter havido “conhecimento tardio” do programa. No entanto, alertou que, caso os cerca de 70 mil idosos residentes em Gaia viessem a aderir progressivamente, “a fatura poderia atingir duas dezenas de milhões de euros”.

Menezes sublinha ainda que os custos não se limitam à comparticipação direta, uma vez que a Câmara suporta “custos logísticos de emissão, personalização e envio de cartões”. Referindo-se a uma “fatura pesada” paga no final deste ano — cujo valor não especificou —, considera que manter o apoio nos moldes atuais “seria a ruína do município”.

O presidente da Câmara defende que o subsídio deve ser direcionado apenas para quem tem menores rendimentos. “Não faz sentido subsidiar cidadãos com 2, 3, 4, 5 e mais milhares de euros de pensão ou reforma”, afirmou, garantindo que o apoio “regressará em fevereiro, com um conjunto de outras medidas de cariz social reforçadas” e será destinado “aos pensionistas e reformados de mais baixos recursos”.

Do lado da oposição, o PS acusa Menezes de ter “cortado de forma abrupta o apoio municipal”, numa decisão que considera “tomada de ânimo leve, destituída de sensibilidade social e sem informar previamente os beneficiários”.

Em comunicado assinado pelos cinco vereadores socialistas, liderados por João Paulo Correia, o PS/Gaia alerta que “subitamente, milhares de subscritores do cartão Andante Municipal 3.ª Idade/ViverGaia+65 ficam assim desprotegidos de um apoio essencial”, sublinhando ainda que a medida incentivava o uso do transporte público e promovia a mobilidade no concelho.

A estrutura local socialista considera que esta decisão representa “um retrocesso na melhoria da qualidade de vida de milhares de gaienses” e critica a forma como o processo foi conduzido, “à revelia das reuniões de câmara”.

Na sequência da suspensão do apoio, os vereadores do PS anunciaram que vão solicitar uma reunião de urgência com a administração da Transportes Metropolitanos do Porto, para obter dados detalhados sobre a aplicação da medida, e que irão requerer o debate do tema na próxima reunião do executivo municipal.

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