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Em comunicado enviado à imprensa, o SMN justifica a adesão à paralisação com a deterioração das condições de trabalho dos profissionais de saúde, sublinhando que a situação no SNS “não só não melhorou — está a agravar-se” desde a última greve realizada em dezembro do ano passado.

O sindicato alerta para a falta de cerca de 800 médicos de família no SNS, deixando aproximadamente 1,6 milhões de utentes sem médico atribuído. Denuncia ainda o encerramento de serviços essenciais e urgências em várias regiões do país, ao mesmo tempo que cresce a transferência de cuidados para o setor privado.

Segundo o SMN, as alterações previstas na reforma laboral representam “um ataque direto ao SNS” e aos direitos dos trabalhadores. Entre as medidas criticadas estão jornadas "até 50 horas semanais como norma, horários desregulados, bancos de horas impostos, vínculos precários e ataques à parentalidade, à contratação coletiva, ao direito à greve e à ação
sindical".

“Isto não é modernização — é a degradação do trabalho médico”, refere o sindicato.

O comunicado aborda também o chamado “Pacto para a Saúde”, defendendo que este só fará sentido se representar um compromisso efetivo com o reforço do SNS e com a valorização dos profissionais de saúde.

O sindicato critica medidas assentes no aumento do trabalho suplementar nas urgências através de pagamentos em “blocos de horas”, considerando que esse modelo promove a "exaustão e o burnout dos médicos", além de incentivar a "saída de profissionais do SNS".

Segundo o SMN, soluções semelhantes já foram aplicadas em 2024 sem conseguirem "evitar o encerramento de urgências nem os constrangimentos no atendimento", apontando como exemplo o aumento de bebés nascidos em ambulâncias.

Os médicos defendem mais investimento no SNS, "equipas completas, vínculos estáveis, salários valorizados e condições de trabalho consideradas justas". Sem essas mudanças, alertam, o sistema continuará a perder capacidade de resposta e os cidadãos terão mais dificuldades no acesso a cuidados de saúde em tempo útil.

O sindicato conclui reiterando a rejeição de qualquer reforma laboral baseada “na precarização, na desregulação dos horários e no agravamento da exploração” dos profissionais.

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