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Segundo o The Guardian, em causa estão medicamentos GLP-1, uma imitação de uma hormona natural que regula o açúcar no sangue e ajuda a controlar o apetite. Estes medicamentos começaram por servir para tratar diabetes tipo 2 e são agora usados para controlo de peso.

Após um estudo com 110 mil mulheres com idades entre os 45 e os 80 anos, os investigadores envolvidos descobriram que as que tomaram medicamentos com GLP-1 têm menos 30% de possibilidades de desenvolver um cancro de mama.

“Os medicamentos GLP-1 são intrigantes do ponto de vista da pesquisa do cancro porque não foram projetados para a terapia do cancro, mas afetam muitos alvos e caminhos diferentes associados ao seu desenvolvimento”, garante Elizabeth McDonald, professora de Radiologia na Universidade da Pensilvânia, que apresentou os resultados do estudo.

Uma segunda investigação, na qual participaram 27 mil doentes, revela que o risco de morte de um doente com cancro de mama reduz em 30% quando se junta este tipo de medicamentos a um tratamento padrão.

Já um terceiro estudo indica que doentes com cancros de mama, pulmão, intestino ou fígado podem reduzir as probabilidades de a doença se espalhar. Os 12 mil pacientes envolvidos no estudo mostraram que quem toma medicamentos com GLP-1 tem entre 38% e 50% menos hipóteses de desenvolver metástases.

Eleonora Teplinsky, chefe de Oncologia Médica de Mama e Ginecológica do Valley Health System em Nova Jersey, não esteve envolvida nas investigações, mas reconhece os impactos dos medicamentos GLP-1. No entanto, alerta: “Precisamos fazer mais estudos e ver o que acontece”.

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