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A operação teve como objetivo a apreensão e dissuasão da venda de medicamentos ilegais, incluindo produtos contrafeitos e desviados de cadeias de abastecimento legais, frequentemente associados a redes de crime organizado.
Em território nacional, as ações decorreram na Alfândega do Aeroporto de Lisboa — incluindo a Delegação Aduaneira das Encomendas Postais — e na Alfândega do Aeroporto do Porto. Durante a operação, foram controladas 431 encomendas, tendo 85 sido apreendidas. No total, foi impedida a entrada em Portugal de 26.525 unidades de medicamentos ilegais, das quais 4.701 foram apreendidas para destruição ou análise.
Os medicamentos para disfunção erétil continuam a ser os mais frequentemente apreendidos, seguidos de produtos para emagrecimento. Foram também detetadas substâncias anabolizantes provenientes da China, Índia e Reino Unido, o que levou à abertura de sete inquéritos crime, sob investigação da Polícia Judiciária.
Segundo dados da INTERPOL, a nível global, a Operação PANGEA XVIII resultou na apreensão de 6,42 milhões de doses de medicamentos ilícitos, avaliadas em cerca de 13 milhões de euros, na detenção de 269 pessoas e no desmantelamento de 66 grupos criminosos. Foram ainda lançadas 392 investigações e executados 158 mandados de busca.
As autoridades internacionais identificaram como produtos mais apreendidos medicamentos para disfunção erétil, sedativos, analgésicos, antibióticos e produtos para cessação tabágica. As ações no ambiente digital permitiram ainda interromper a atividade de cerca de 5.700 websites, páginas de redes sociais, canais e bots associados à venda destes produtos.
A operação contou com o apoio de várias entidades internacionais, incluindo a Europol, a Organização Mundial das Alfândegas e a Organização Mundial de Saúde.
Em Portugal, as entidades envolvidas sublinham a importância da cooperação e da sensibilização dos consumidores para os riscos associados à compra de medicamentos em plataformas não autorizadas, alertando para os perigos para a saúde pública decorrentes do uso de produtos falsificados.
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